Infestação do Aedes aegypti fica em 0,9%, mas bairros registram taxas elevadas
Levantamento aponta baixo risco geral no município em outubro, mas setor de Endemias alerta para acúmulo de recipientes com água.
Os fatos
- Quem
- Secretaria Municipal de Saúde de Francisco Beltrão
- O quê
- Registro de Índice de Infestação Predial (IIP) de 0,9% no Levantamento Rápido de Índices para o Aedes aegypti (LIRAa), indicando baixo risco geral no município, apesar de bairros com percentuais elevados
- Quando
- Outubro
- Onde
- Francisco Beltrão, Paraná
- Por quê
- Monitoramento da presença de larvas do mosquito Aedes aegypti para direcionar ações de vigilância e combate à dengue, zika e chikungunya
- Como
- Vistorias e inspeções em imóveis realizadas pelo setor de Endemias, com identificação de criadouros e expansão do monitoramento para comunidades do interior
O município registrou Índice de Infestação Predial (IIP) de 0,9% em outubro, conforme dados do Levantamento Rápido de Índices para o Aedes aegypti (LIRAa) divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde de Francisco Beltrão.
A pesquisa é realizada para monitorar a presença de larvas do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya, fornecendo subsídios para orientar as ações de vigilância e combate a essas doenças. O trabalho envolveu vistorias e inspeções em imóveis conduzidas pelas equipes do setor de Endemias da pasta, que identificaram recipientes com água parada e ampliaram a fiscalização para comunidades rurais, com visitas a cada dois meses no interior.
Apesar do indicador global situar a cidade em faixa de baixo risco, diferentes regiões apresentaram variações expressivas. O caso mais crítico foi constatado no bairro Novo Horizonte, que atingiu IIP de 12,5%. Outras localidades também registraram índices superiores à média municipal, como Pinheirinho (4,2%), Jardim Seminário (3,9%), Nova Petrópolis (3,8%), Pinheirão (2,1%), Cristo Rei (2,0%) e Antonio de Paiva Cantelmo (2,0%). Na comunidade rural de São Marcos, o índice apurado foi de 3,7%.
Em contrapartida, índices menores foram observados nos bairros Padre Ulrico, com 1,4%, e Sadia, que registrou 0,7% de infestação nas vistorias de campo.
De acordo com o coordenador do setor de Endemias da Secretaria Municipal de Saúde, Álvaro Guancino, a situação demanda cuidado permanente. "Francisco Beltrão ficou com um risco baixo, de 0,9%. Apesar do resultado favorável, o levantamento identificou a presença de criadouros em diferentes tipos de recipientes, principalmente em lixo reciclável descartado de maneira inadequada, além de vasos de plantas e pneus que acumulam água", afirmou.
Guancino também destacou as condições climáticas associadas ao período de chuvas. "Esse período, que intensifica as chuvas por meio do fenômeno El Niño, exige atenção redobrada, pois a água acumulada em recipientes como calhas, pneus, garrafas e lixo descartado de maneira inadequada favorece a reprodução do Aedes aegypti. A colaboração da população é essencial para manter os índices sob controle e reduzir os riscos de transmissão da doença", reforçou o coordenador.
Perguntas frequentes
›Qual foi o índice geral de infestação apurado no município?
O Levantamento Rápido de Índices para o Aedes aegypti (LIRAa) registrou um Índice de Infestação Predial de 0,9% em outubro, nível classificado como de baixo risco geral.
›Quais bairros tiveram os maiores índices de infestação predial?
O bairro Novo Horizonte teve o maior índice, com 12,5%, seguido por Pinheirinho (4,2%), Jardim Seminário (3,9%), Nova Petrópolis (3,8%), comunidade São Marcos (3,7%), Pinheirão (2,1%), Cristo Rei (2,0%) e Antonio de Paiva Cantelmo (2,0%).
›Onde foram encontrados os principais criadouros do mosquito?
As vistorias identificaram focos principalmente em lixo reciclável descartado inadequadamente, pneus com água parada e vasos de plantas.
›Com que frequência o setor de Endemias monitora o interior do município?
O monitoramento nas comunidades do interior do município ocorre com vistorias a cada dois meses.









