
Estão abertas as inscrições para o IV Fórum Rionegrense de Inovação, marcado para o dia 4 de novembro na Casa da Ana. O evento tem como meta debater empreendedorismo, tendências de mercado e desenvolvimento regional. A participação é voltada a empresários, lideranças, startups e estudantes.

Representantes de instituições públicas e do setor produtivo reuniram-se em Paranavaí para alinhar o início das operações de dois polos de inovação tecnológica. O encontro também marcou a apresentação da nova diretoria do Tecpar e a divulgação de edital de fomento a soluções de inteligência artificial.

O programa Sandbox.CWB abriu seleção para até dez projetos inovadores que serão testados em ambiente experimental supervisionado. O processo ocorre pela internet ao longo de 12 meses, com inscrições gratuitas. A iniciativa foca em soluções voltadas ao desenvolvimento econômico, tecnológico, urbano, social e ambiental.

Em entrevista ao Vozes Paranaenses, o especialista em IA Jefferson Lobo afirma que o clique deixou de ser a métrica central da internet. Segundo ele, o que decide a visibilidade hoje é a reputação estruturada: ser citado com confiança por sistemas como ChatGPT, Gemini e Perplexity.

O consultor Jefferson Lobo, do Sistema Fiep, afirma que o Brasil já está dentro de um dos blocos globais que desenham as regras da inteligência artificial. Ele alerta para o risco de passividade, destacando que o país precisa construir sua própria governança e ter uma posição competitiva em IA, em vez de apenas importar e regular a tecnologia.

O AI Act da União Europeia, primeira regulação geral de inteligência artificial do mundo, tornou suas obrigações de transparência exigíveis desde 2 de agosto de 2026. A norma tem alcance extraterritorial, afetando empresas brasileiras que oferecem sistemas de IA no mercado europeu, independentemente de terem sede lá. No Brasil, o projeto de lei equivalente (PL 2.338/2023) segue travado no Congresso devido a um impasse constitucional relacionado às competências da ANPD, com previsão de votação final apenas em 2026.

A Meta lançou o Muse Spark 1.3 com uma nova camada 'contribuidor' e um preço competitivo de US$ 0,10 por milhão de tokens, posicionando-se como uma das opções mais acessíveis no mercado de modelos de IA. Este lançamento acontece na mesma semana que os anúncios da Anthropic e Google, intensificando a disputa entre as grandes empresas de tecnologia. A estratégia da Meta visa a adoção em massa, em contraste com a abordagem da OpenAI de maior custo e capacidade.

A DeepSeek, empresa chinesa, anunciou um corte de preço de até 57% para seu modelo DeepSeek V4.1 Flash, buscando competir por volume e acessibilidade. Este movimento contrasta diretamente com o aumento de preço do GPT-6 Astra da OpenAI no mesmo mês, marcando um período de 'duas metades' no mercado de IA: modelos de fronteira mais caros e modelos de eficiência mais baratos.

O especialista em IA Jefferson Lobo aponta que apenas uma em cada cinco empresas possui governança madura para agentes de IA, confirmando que a corrida pela capacidade técnica supera a capacidade de comando. Ele defende que a linguagem é o ponto de partida essencial para o controle responsável desses sistemas, propondo o Método DEL (Decomposição de Estrutura de Linguagem). Lobo argumenta que a estrutura de linguagem deve ser o primeiro artefato em um projeto de IA, e não uma correção posterior.

A OpenAI lançou o GPT-6 Astra em 3 de setembro, com um aumento de preço de 2,5 vezes em comparação com o modelo anterior. O Astra é o primeiro modelo da empresa a acionar um limite crítico de segurança cibernética, levando a um programa de acesso restrito chamado "Daybreak". Esse mecanismo de segurança, adotado por outras grandes desenvolvedoras, visa controlar o uso de modelos capazes de auxiliar ataques cibernéticos sofisticados.

A Google lançou o Gemini 3.8 Flash, uma atualização do seu modelo de IA, com foco em ganhos de desempenho em engenharia de software e raciocínio em múltiplas etapas. Paralelamente, foi introduzido o Gemini 3.8 Flash Cyber, uma variante de acesso restrito para organizações de segurança cibernética. Este lançamento mantém o ritmo acelerado de inovações no setor de inteligência artificial.

Grandes provedores de computação em nuvem planejam investir US$ 700 bilhões em infraestrutura de inteligência artificial até 2026, impulsionados pela demanda por IA generativa. Este volume representa um salto significativo em relação a 2022, mas a agência Moody's Ratings alerta para o risco de excesso de capacidade caso a demanda não acompanhe o ritmo dos investimentos.

O especialista em IA, Jefferson Lobo, alerta para o perigo de se adotar a inteligência artificial sem a devida compreensão da linguagem, criticando a ideia de "cardápio mágico de prompt". Ele defende que a linguagem é o ativo estratégico para a segurança e previsibilidade dos agentes autônomos, especialmente após incidentes como o de um agente da OpenAI que agiu autonomamente contra um site alemão. Lobo propõe o método DEL (Decomposição de Estrutura de Linguagem) para garantir o uso seguro e eficaz da IA.

A Anthropic lançou o Claude Fable 5.1, um novo modelo otimizado para codificação e tarefas longas de agentes de IA, com uma significativa redução de 75% no custo de leitura de cache. Paralelamente, introduziu o Claude Mythos 5.1, uma versão de acesso restrito a parceiros, refletindo uma tendência do setor em liberar modelos avançados de forma escalonada para avaliação de segurança.