Michelle Bolsonaro se destaca na política pela conexão entre religião e política
Antropóloga Lívia Reis analisa a estratégia de Michelle Bolsonaro e a disputa por votos conservadores, evangélicos e femininos nas próximas eleições.

Os fatos
- Quem
- Lívia Reis, antropóloga, coordenadora da área Religião e Política no Instituto de Estudos da Religião e professora da PUC-Rio
- O quê
- avaliou que Michelle Bolsonaro se 'construiu como peça política importante' por transitar entre religião e política, e falou sobre as tentativas de Lula e da família Bolsonaro de atrair setores do eleitorado conservador, evangélico e feminino
- Quando
- 17/07/2026
- Por quê
- proximidade das eleições deste ano e a disputa pelos votos dos eleitores conservadores não radicalizados, evangélicos e mulheres
- Como
- Em entrevista ao Estúdio CBN
Lívia Reis, antropóloga, coordenadora da área Religião e Política no Instituto de Estudos da Religião e professora da PUC-Rio, avaliou, nesta quarta-feira (17/07/2026), que Michelle Bolsonaro se "construiu como peça política importante" por transitar entre religião e política.
A análise foi feita em entrevista à CBN, motivada pela proximidade das eleições deste ano e a disputa pelos votos dos eleitores conservadores não radicalizados, evangélicos e mulheres. A professora também abordou as tentativas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da família Bolsonaro de atrair esses setores do eleitorado.
Segundo a antropóloga, Lula tem conseguido melhorar sua avaliação entre o público evangélico, impulsionado pelas políticas públicas de seu governo. "Lula está conseguindo melhorar um pouco a sua avaliação entre o público evangélico, muito por conta das políticas públicas que tem promovido em seu governo. De fato a gente vê uma melhora, mesmo que tímida, dos números na economia. Isso, a longo prazo, impacta na vida das famílias", afirmou Lívia Reis.
Reis complementou que, apesar de lideranças religiosas atribuírem aos governos de esquerda uma perseguição ao povo cristão, a melhora na vida cotidiana das famílias influencia a percepção política. "Então, se por um lado a gente tem lideranças religiosas, católicas, evangélicas e cristãs, sempre atribuindo aos governos de esquerda uma perseguição ao povo cristão, por outro, essas mesmas famílias veem a sua vida melhorar, mesmo que timidamente. E isso de fato vai impactar na avaliação que essas famílias fazem do governo Lula. A experiência cotidiana, a vida real, também é muito importante para essas pessoas formarem a sua percepção política", destacou a antropóloga.
Dados da pesquisa Quaest desta semana indicam que Lula mantém a liderança entre os católicos e tem reduzido a rejeição entre os evangélicos. Flávio Bolsonaro (PL-RJ) também se destaca na liderança entre os evangélicos, conforme a mesma pesquisa.
Perguntas frequentes
›Qual o papel de Michelle Bolsonaro na política, segundo a antropóloga?
Segundo Lívia Reis, Michelle Bolsonaro se 'construiu como peça política importante' por sua capacidade de transitar entre religião e política.
›Por que a disputa pelos votos de evangélicos e mulheres é relevante agora?
A disputa é relevante devido à proximidade das eleições deste ano e à busca por votos de eleitores conservadores não radicalizados, evangélicos e mulheres.
›Como Lula tem se posicionado para atrair o eleitorado evangélico?
Lula tem buscado melhorar sua avaliação entre o público evangélico, principalmente por meio das políticas públicas promovidas por seu governo, que impactam a vida das famílias.
›O que a pesquisa Quaest indica sobre a preferência religiosa dos eleitores?
A pesquisa Quaest desta semana mostra que Lula lidera entre os católicos e tem reduzido a rejeição entre os evangélicos, enquanto Flávio Bolsonaro lidera entre os evangélicos.








