Colégio estadual de Curitiba fatura ouro e duas pratas na Olimpíada de Foguetes
Equipe com nove alunos do ensino fundamental alcançou 236 metros em lançamento e garantiu premiação máxima na 95ª edição do torneio nacional.
Os fatos
- Quem
- Estudantes do Ensino Fundamental do Colégio Estadual Professor Loureiro Fernandes, acompanhados pelas professoras Dahiane Silva e Amanda Hackbarth, com suporte pedagógico de Izabel Cristina Calzado Trindade
- O quê
- Conquista de uma medalha de ouro e duas de prata na 95ª edição da Olimpíada Brasileira de Foguetes (Jornada de Foguetes/OBAFOG)
- Quando
- 19 a 22 de outubro
- Onde
- Barra do Piraí, interior do Rio de Janeiro
- Por quê
- Disputa de desafios de lançamento de protótipos de foguetes na 95ª Olimpíada Brasileira de Foguetes
- Como
- Lançamento de foguetes com propulsão de água e ar comprimido em bases inclinadas a 45 graus desenvolvidos pelos próprios alunos, registrando marcas de 220 e 226 metros (prata) e 236 metros (ouro)
Alunos do Colégio Estadual Professor Loureiro Fernandes conquistaram três medalhas na 95ª Olimpíada Brasileira de Foguetes, disputada entre 19 e 22 de outubro, em Barra do Piraí (RJ).
A equipe curitibana, formada por nove estudantes do ensino fundamental, garantiu uma medalha de ouro e duas de prata ao projetar e disparar protótipos com propulsão de água e ar comprimido. Os lançamentos foram realizados a partir de bases com inclinação de 45 graus montadas pelos próprios participantes durante os desafios práticos da competição nacional, também conhecida como Jornada de Foguetes.
Para assegurar a medalha de ouro, a equipe alcançou a distância de 236 metros, superando a régua do torneio que exige marcas acima de 230 metros para a premiação principal. Já as duas medalhas de prata vieram com lançamentos que atingiram 220 e 226 metros, enquadrados no critério de desempenho de até 230 metros. No regulamento geral do evento, menções honrosas são reservadas a alcances de até 100 metros.
A preparação dos jovens contou com a orientação das professoras Dahiane Silva e Amanda Hackbarth, além do suporte pedagógico de Izabel Cristina Calzado Trindade. O secretário de Estado da Educação do Paraná, Roni Miranda, avaliou a conquista como um reflexo do trabalho prático nas salas de aula da rede estadual. "Essa medalha de ouro inédita comprova que a escola pública do Paraná entrega protagonismo, rigor acadêmico e oportunidades reais aos nossos jovens. Quando a Matemática e a Física saem do quadro e viram engenharia prática nas mãos dos alunos, despertamos vocações e mostramos que não há limites para a capacidade da nossa rede estadual", afirmou o secretário.
Para os participantes, a experiência técnica no interior fluminense consolidou etapas sucessivas de aprendizado e testes. O estudante Lukas Baldão, de 12 anos, destacou a rotina de correções para alcançar a estabilidade dos protótipos: "O foguete é uma trajetória, ou seja, no início você não sabe de quase nada, no meio você já está elevando o seu conhecimento e o final abre muitas portas para o seu futuro. Querendo ou não, todo mundo erra, tenta consertar e uma hora ou outra vai conseguir acertar".
Segundo a professora de Matemática Amanda Hackbarth, a aplicação do conhecimento científico estimula novas metas para as próximas edições da disputa. "Eles voltam para casa cheios de ideias, querendo melhorar os foguetes e já pensando no que podem fazer diferente nos próximos anos. Eles não querem apenas ganhar uma medalha, querem superar os próprios resultados e descobrir até onde conseguem chegar", declarou a docente.
A educadora acrescentou que o envolvimento dos jovens consolida caminhos acadêmicos na educação básica. "Estamos construindo oportunidades, despertando sonhos e mostrando para essas crianças que elas também podem ocupar esses espaços, fazer ciência e ir muito longe. A medalha de ouro é motivo de muito orgulho, mas ver tudo o que eles aprendem e a transformação que essa experiência proporciona é o que mais me emociona", concluiu Hackbarth.
Perguntas frequentes
›Quais medalhas o colégio paranaense conquistou na Olimpíada de Foguetes?
Os alunos do Colégio Estadual Professor Loureiro Fernandes ganharam uma medalha de ouro e duas medalhas de prata na 95ª edição do torneio.
›Qual distância os foguetes dos estudantes alcançaram?
O protótipo que levou o ouro atingiu a marca de 236 metros. Os lançamentos que garantiram as medalhas de prata registraram 220 e 226 metros.
›Como funcionavam os protótipos desenvolvidos pelos alunos?
Os estudantes construíram foguetes com propulsão de água e ar comprimido, lançados a partir de bases com inclinação regulada em 45 graus.
›Onde e quando a competição foi realizada?
A 95ª Olimpíada Brasileira de Foguetes foi disputada entre os dias 19 e 22 de outubro, no município de Barra do Piraí, no interior do Rio de Janeiro.







