Paraná atinge maior cobertura vacinal em dez anos e lidera índice no Sul

Publicado em 26/10/2026 às 16:28
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Estado bateu meta do Ministério da Saúde em 10 imunizantes infantis após esforço conjunto entre a Sesa e os 399 municípios paranaenses.

Paraná atinge maior cobertura vacinal em dez anos e lidera índice no Sul

Os fatos

Quem
Governo do Estado do Paraná, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), em conjunto com gestores e equipes dos 399 municípios paranaenses
O quê
O Paraná alcançou a maior cobertura vacinal dos últimos dez anos, batendo a meta do Ministério da Saúde em 10 imunobiológicos e assumindo a liderança na Região Sul em todas as vacinas do calendário infantil para crianças de até dois anos
Quando
Em 2024 e 2026 (após fortalecimento das ações a partir de 2023)
Onde
Paraná
Por quê
Para reverter a queda nos índices de vacinação provocada por informações falsas e movimentos antivacina, reduzindo o risco de reintrodução de vírus e a circulação de doenças evitáveis
Como
Por meio de planejamento integrado entre a Sesa e os 399 municípios, treinamento de equipes municipais, avaliação de mais de 1,2 milhão de carteirinhas de estudantes com aplicação direta de doses em escolas, adesão ao Pacto pela Consciência Vacinal, abertura de postos de saúde nos Dias D aos sábados, ações extramuros e reforço vacinal nas regiões de fronteira

O Paraná alcançou a maior cobertura vacinal dos últimos dez anos após bater a meta do Ministério da Saúde em dez imunobiológicos, segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa).

Com o resultado apurado em 2024 e 2026, o estado assumiu a liderança na Região Sul em todas as vacinas do calendário infantil destinadas a crianças de até dois anos. O avanço buscou reverter a retração anterior nos índices de proteção, desencadeada pela disseminação de notícias falsas e por grupos antivacina, além de conter a reintrodução de vírus preveníveis no território paranaense.

A recuperação das taxas foi construída a partir do fortalecimento das ações de imunização iniciado em 2023. O trabalho envolveu planejamento conjunto da Sesa com gestores e equipes de saúde dos 399 municípios, adesão ao Pacto pela Consciência Vacinal, reforço nas regiões de fronteira e aplicação de doses em postos abertos aos sábados durante os Dias D.

Outro pilar da estratégia foi a busca ativa no ambiente escolar e em ações extramuros. Equipes de saúde avaliaram mais de 1,2 milhão de cadernetas de estudantes e aplicaram 509 mil doses diretamente dentro de colégios, somando um total de 87 milhões de vacinas aplicadas em todo o estado.

“A marca de 87 milhões de doses aplicadas reflete o esforço conjunto do Governo do Estado com os gestores municipais e os trabalhadores da saúde em cada um dos 399 municípios paranaenses”, afirmou Maria Goretti David Lopes, diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa.

Os indicadores mostram saltos relevantes em relação a 2021. A cobertura da BCG subiu de 82% para 100% em 2026. A vacina pentavalente avançou de 81% para 94%, enquanto a imunização contra a poliomielite passou de 80% para 95% no mesmo intervalo. As doses contra rotavírus e pneumocócica atingiram 97% cada, a meningocócica chegou a 96%, a febre amarela alcançou 89% e a varicela marcou 87%.

O desempenho paranaense também superou a média nacional em vacinas essenciais. A primeira dose da tríplice viral alcançou 100% de cobertura no Paraná, contra 94% no Brasil; já a segunda dose bateu 87% no estado ante 79% no país. No caso da hepatite A infantil, o índice paranaense foi de 89%, frente a 83% da média brasileira. Entre os adolescentes, a vacinação contra o HPV atingiu 91% nas meninas e 87% nos meninos.

A barreira sanitária gerou impactos diretos no controle epidemiológico do sarampo, doença que o Paraná não registra há seis anos consecutivos. “Quando aumentamos as coberturas, criamos um escudo real contra a reintrodução de vírus”, pontuou a diretora da Sesa. “Vemos isso na prática no mapeamento do Ministério da Saúde sobre o sarampo, reduzimos em 45% o número de cidades paranaenses em alto risco e aumentamos em 172% os municípios em médio risco. É com essa barreira vacinal forte que o Paraná já completa seis anos consecutivos sem registrar nenhum caso da doença.”

Maria Goretti David Lopes reforçou ainda que a manutenção dos índices depende do comparecimento contínuo aos postos: “É fundamental destacar que a atualização contínua da caderneta de vacinação é a melhor e mais eficaz estratégia para reduzir o risco de reintrodução de vírus e a circulação de doenças evitáveis, como a influenza, a poliomielite e o sarampo.”

Perguntas frequentes

›Quais metas o Paraná atingiu na imunização infantil?

O estado bateu as metas do Ministério da Saúde em 10 imunobiológicos e assumiu o primeiro lugar na Região Sul em todas as vacinas para crianças de até dois anos.

›Como foi feita a recuperação dos índices vacinais no estado?

A estratégia envolveu ações integradas nos 399 municípios, checagem de 1,2 milhão de carteirinhas escolares, 509 mil doses aplicadas em colégios, plantões aos sábados em Dias D e ações em fronteiras.

›Qual foi o impacto da cobertura vacinal nos casos de sarampo no Paraná?

O estado completou seis anos consecutivos sem casos de sarampo, reduzindo em 45% as cidades em alto risco e elevando em 172% os municípios em médio risco segundo o Ministério da Saúde.

Redação Vozes ParanaensesMetropolitana · PR
Corrigir esta matériaPolítica editorialConteúdo produzido com assistência de IA e revisão humana.
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