Atendimento rápido ao AVC reduz sequelas e preserva função cerebral
Protocolo hospitalar exige exames e diagnóstico ágil para viabilizar tratamento dentro da janela de até quatro horas e meia dos primeiros sintomas.

Os fatos
- Quem
- Hospital Angelina Caron (com esclarecimentos de Eduardo Hummelgen, coordenador do Serviço de Neurologia e Neurofisiologia)
- O quê
- Alerta sobre a importância do atendimento rápido ao AVC e explicação sobre o protocolo entre a chegada ao pronto-socorro e o início do tratamento
- Quando
- 27/10/2026 (publicação) e 29 de outubro (Dia Nacional de Prevenção ao AVC e Dia Mundial do AVC)
- Onde
- Hospital Angelina Caron, localizado em Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba
- Por quê
- O AVC apresenta alto risco de morte e incapacidade, e a agilidade no reconhecimento dos sintomas, diagnóstico e início do tratamento é decisiva para reduzir sequelas e preservar a função cerebral
- Como
- Através de protocolo específico com avaliação clínica e neurológica, exames de imagem (tomografia computadorizada de crânio) para identificar o tipo de AVC e definição da conduta terapêutica adequada (como trombólise química para AVC isquêmico dentro da janela de tempo)
O Hospital Angelina Caron emitiu um alerta nesta terça-feira (27/10/2026), em Campina Grande do Sul, sobre a importância do socorro rápido diante de suspeitas de Acidente Vascular Cerebral (AVC).
A agilidade no reconhecimento dos sinais e na chegada ao pronto-socorro é determinante porque a condição acarreta alto risco de morte e incapacidade funcional. O início precoce das medidas clínicas atua de forma direta para preservar a integridade das funções cerebrais e atenuar sequelas.
Na unidade hospitalar, a conduta segue um protocolo específico que engloba avaliação clínica e neurológica detalhada. Logo na admissão, o paciente é submetido a uma tomografia computadorizada de crânio, exame indispensável para identificar se o evento se trata de um AVC isquêmico ou hemorrágico.
Essa diferenciação orienta a terapia adequada, a exemplo da trombólise química, indicada para casos de AVC isquêmico. O procedimento consiste no uso de medicamentos intravenosos para desobstruir o fluxo sanguíneo ao dissolver o coágulo cerebral.
O coordenador do Serviço de Neurologia e Neurofisiologia do Hospital Angelina Caron, Eduardo Hummelgen, explicou os fatores de tempo determinantes na intervenção.
"Reconhecer os sintomas e procurar atendimento imediatamente é fundamental. No AVC isquêmico, existe uma janela de tempo para realizar a trombólise química, tratamento que utiliza medicamentos para dissolver o coágulo e restabelecer a circulação sanguínea. Em geral, esse tratamento deve ser iniciado em até quatro horas e meia após o início dos sintomas, desde que o paciente atenda aos critérios clínicos necessários. Por isso, precisamos considerar não apenas o tempo dentro do hospital, mas também o período entre o aparecimento dos sintomas, o deslocamento até o pronto-socorro, a avaliação médica e a realização dos exames", afirmou o médico.
A conscientização ganha relevância com a passagem do Dia Nacional de Prevenção ao Acidente Vascular Cerebral e Dia Mundial do AVC, lembrado em 29 de outubro. Em situações de emergência com sintomas súbitos, a orientação é acionar imediatamente o SAMU pelo telefone 192.
Perguntas frequentes
›Qual é a janela de tempo para aplicar a trombólise química no AVC?
O tratamento para o AVC isquêmico deve ser iniciado em até quatro horas e meia após o início dos sintomas, desde que o paciente cumpra os critérios clínicos necessários.
›Quais exames são realizados na chegada ao hospital?
O protocolo inclui avaliação clínica e neurológica rápida, além de tomografia computadorizada de crânio para identificar o tipo exato de AVC e determinar o tratamento.
›Qual número deve ser acionado em caso de suspeita de AVC?
Em situações de emergência com sintomas de AVC, deve-se acionar imediatamente o SAMU pelo telefone 192.







