Alep aprova aviso obrigatório à OAB-PR sobre violência doméstica com advogados

Publicado em 28/10/2026 às 10:17
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Delegacias terão 48 horas para comunicar ocorrências de forma sigilosa; medida permite abertura de processos disciplinares e apoio a vítimas

Os fatos

Quem
Assembleia Legislativa do Paraná (Alep)
O quê
Aprovação do projeto de lei nº 766/2026, que obriga delegacias a comunicar à OAB-PR, em até 48 horas, casos de violência doméstica e familiar envolvendo advogados (seja a vítima advogada ou o suspeito inscrito na Ordem)
Quando
terça-feira (27)
Onde
Curitiba, Paraná
Por quê
Ampliar a rede de proteção às vítimas, reforçar o acompanhamento institucional dos casos e permitir que a OAB abra processos disciplinares contra advogados agressores
Como
Por meio de votação de projeto assinado pela Mesa Diretora (Alexandre Curi, Gugu Bueno e Maria Victoria) e coautoras; informações serão enviadas de forma sigilosa ao setor responsável da OAB-PR, dependendo de autorização expressa quando a vítima for advogada

A Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) aprovou, nesta terça-feira (27), em Curitiba, o projeto de lei nº 766/2026, que obriga delegacias a comunicarem casos de violência doméstica envolvendo advogados à OAB-PR.

A notificação deve ser feita no prazo de até 48 horas para subsidiar o acompanhamento institucional e a abertura de processos disciplinares contra agressores inscritos no órgão de classe. A proposta foi apresentada pela Mesa Diretora da Casa — integrada pelo presidente Alexandre Curi, o primeiro-secretário Gugu Bueno e a segunda-secretária Maria Victoria — em conjunto com coautoras.

De acordo com a matéria legislativa, os dados sobre as ocorrências devem ser encaminhados de maneira sigilosa ao setor responsável da seccional paranaense da Ordem dos Advogados do Brasil. Nos registros em que a vítima for mulher advogada, o compartilhamento dos autos fica condicionado à apresentação de sua autorização expressa.

O presidente da Alep, Alexandre Curi, afirmou que a iniciativa reforça o sistema de atendimento estadual. Segundo Curi, o texto representa uma medida voltada ao atendimento das pessoas atingidas: "e este projeto é mais uma ação no sentido de garantir amparo e apoio para vítimas de violência doméstica", declarou o parlamentar.

Para a deputada Maria Victoria, a integração entre segurança pública e a entidade de classe combate o isolamento das ocorrências. "Não podemos admitir que a violência doméstica continue sendo tratada como um problema restrito à vida privada. É uma questão que exige o envolvimento de toda a sociedade e de suas instituições. É mais um instrumento para que os agressores sejam responsabilizados", afirmou a segunda-secretária.

O deputado Gugu Bueno detalhou o papel conferido à instituição jurídica com a nova regra de tramitação. "Com esse projeto, estamos criando um caminho para que a OAB possa acompanhar mais de perto os casos que envolvem profissionais da advocacia, oferecendo apoio às vítimas e adotando as providências cabíveis quando houver indícios de irregularidades", disse o primeiro-secretário.

Aline Andrioli, presidente da Comissão da Mulher Advogada da OAB-PR, pontuou que a proposta se insere em um contexto no qual as Procuradorias da Mulher já alcançam quase 230 cidades do Paraná. Para a representante da comissão, a medida é "mais um instrumento para a gente combater as várias violências que elas sofrem".

Andrioli também destacou o caráter inédito da norma na região: "O estado do Paraná, no Sul, é o primeiro estado a ter essa lei de comunicação imediata, de até 48 horas". O texto aprovado pelo plenário segue os trâmites do processo legislativo estadual.

Perguntas frequentes

›Qual é o prazo para as delegacias comunicarem a OAB-PR?

O projeto de lei nº 766/2026 estabelece que as delegacias de polícia devem fazer a comunicação à OAB-PR no prazo de até 48 horas.

›O que acontece se a vítima da violência doméstica for advogada?

Quando a vítima for advogada, o envio das informações de forma sigilosa ao setor responsável da OAB-PR dependerá de sua autorização expressa.

›Quem são os autores do projeto na Assembleia Legislativa?

A proposta foi assinada pela Mesa Diretora da Alep — formada por Alexandre Curi, Gugu Bueno e Maria Victoria — juntamente com deputadas coautoras.

Redação Vozes ParanaensesMetropolitana · PR
Corrigir esta matériaPolítica editorialConteúdo produzido com assistência de IA e revisão humana.
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