PT prepara recurso judicial caso TSE confirme registro de Deltan Dallagnol ao Senado
Partido defende cumprimento da Lei da Ficha Limpa e pede que Alexandre Curi (Republicanos), terceiro colocado na disputa, assuma a vaga pelo Paraná.
Os fatos
- Quem
- Partido dos Trabalhadores (PT)
- O quê
- Planejamento de nova ofensiva judicial caso o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mantenha o registro de candidatura de Deltan Dallagnol (Novo) ao Senado pelo Paraná
- Quando
- 28 de outubro de 2026
- Onde
- Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Brasília / Paraná
- Por quê
- O partido aposta na inelegibilidade de Deltan Dallagnol com base na Lei da Ficha Limpa e na decisão do TSE de 2023, sustentando que não há fato novo que justifique a reversão da inelegibilidade, além de defender que o terceiro colocado, Alexandre Curi (Republicanos), assuma a vaga
- Como
- Por meio de recurso à Justiça contra eventual decisão plenária do TSE que confirme a liminar concedida pelo ministro Kassio Nunes Marques restabelecendo o registro
O Partido dos Trabalhadores (PT) planeja uma nova ação judicial caso o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirme o registro de Deltan Dallagnol (Novo) ao Senado pelo Paraná.
A medida será formalizada por meio de recurso à Justiça se o plenário do tribunal mantiver a liminar concedida pelo ministro Kassio Nunes Marques. O partido argumenta que Dallagnol permanece inelegível com base na Lei da Ficha Limpa e na decisão colegiada do próprio TSE proferida em 2023, afirmando que inexiste fato novo apto a reverter o entendimento anterior.
Na disputa eleitoral, Deltan Dallagnol ficou em segundo lugar na corrida ao Senado pelo estado, somando 2,9 milhões de votos (25,14% dos votos válidos). Diante do questionamento sobre a validade do registro, o PT defende que o terceiro colocado no pleito, Alexandre Curi (Republicanos), que alcançou 1,94 milhão de votos, assuma a cadeira de senador.
A tramitação da candidatura reuniu decisões divergentes no âmbito do TSE às vésperas da votação. No dia 3 de outubro de 2026, o ministro Floriano Marques emitiu uma decisão contrária ao registro. No dia seguinte, 4 de outubro de 2026, o ministro Kassio Nunes Marques concedeu liminar restabelecendo a autorização para a candidatura concorrer.
"Não faz o menor sentido reverter a decisão que determinou a inelegibilidade dele. O prazo não escoou. E não existe um fato novo que possa rescindir a decisão anterior", declarou uma fonte que acompanha as articulações do caso, sob anonimato.
O plenário do TSE deverá analisar o mérito da liminar para definir a situação jurídica do registro e os eventuais desdobramentos sobre o resultado eleitoral no Paraná.
Perguntas frequentes
›Qual é a intenção jurídica do PT sobre a candidatura de Deltan Dallagnol?
O PT planeja apresentar um recurso à Justiça se o plenário do TSE confirmar a decisão liminar que restabeleceu o registro de candidatura de Deltan Dallagnol (Novo) ao Senado pelo Paraná.
›O que o partido argumenta contra a posse de Deltan Dallagnol?
O partido afirma que o candidato segue inelegível com base na Lei da Ficha Limpa e na decisão proferida pelo TSE em 2023, sustentando a ausência de fatos novos que permitam anular o entendimento.
›Quem o PT defende que assuma a vaga de senador pelo Paraná?
O partido defende que Alexandre Curi (Republicanos), que terminou a disputa na terceira colocação com 1,94 milhão de votos, assuma a vaga.
›Quantos votos Deltan Dallagnol recebeu na eleição para o Senado?
Dallagnol obteve o segundo lugar no pleito paranaense, totalizando 2,9 milhões de votos, equivalentes a 25,14% dos votos válidos.







