PT prepara recurso judicial caso TSE confirme registro de Deltan Dallagnol ao Senado

Publicado em 28/10/2026 às 15:48
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Partido defende cumprimento da Lei da Ficha Limpa e pede que Alexandre Curi (Republicanos), terceiro colocado na disputa, assuma a vaga pelo Paraná.

Os fatos

Quem
Partido dos Trabalhadores (PT)
O quê
Planejamento de nova ofensiva judicial caso o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mantenha o registro de candidatura de Deltan Dallagnol (Novo) ao Senado pelo Paraná
Quando
28 de outubro de 2026
Onde
Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Brasília / Paraná
Por quê
O partido aposta na inelegibilidade de Deltan Dallagnol com base na Lei da Ficha Limpa e na decisão do TSE de 2023, sustentando que não há fato novo que justifique a reversão da inelegibilidade, além de defender que o terceiro colocado, Alexandre Curi (Republicanos), assuma a vaga
Como
Por meio de recurso à Justiça contra eventual decisão plenária do TSE que confirme a liminar concedida pelo ministro Kassio Nunes Marques restabelecendo o registro

O Partido dos Trabalhadores (PT) planeja uma nova ação judicial caso o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirme o registro de Deltan Dallagnol (Novo) ao Senado pelo Paraná.

A medida será formalizada por meio de recurso à Justiça se o plenário do tribunal mantiver a liminar concedida pelo ministro Kassio Nunes Marques. O partido argumenta que Dallagnol permanece inelegível com base na Lei da Ficha Limpa e na decisão colegiada do próprio TSE proferida em 2023, afirmando que inexiste fato novo apto a reverter o entendimento anterior.

Na disputa eleitoral, Deltan Dallagnol ficou em segundo lugar na corrida ao Senado pelo estado, somando 2,9 milhões de votos (25,14% dos votos válidos). Diante do questionamento sobre a validade do registro, o PT defende que o terceiro colocado no pleito, Alexandre Curi (Republicanos), que alcançou 1,94 milhão de votos, assuma a cadeira de senador.

A tramitação da candidatura reuniu decisões divergentes no âmbito do TSE às vésperas da votação. No dia 3 de outubro de 2026, o ministro Floriano Marques emitiu uma decisão contrária ao registro. No dia seguinte, 4 de outubro de 2026, o ministro Kassio Nunes Marques concedeu liminar restabelecendo a autorização para a candidatura concorrer.

"Não faz o menor sentido reverter a decisão que determinou a inelegibilidade dele. O prazo não escoou. E não existe um fato novo que possa rescindir a decisão anterior", declarou uma fonte que acompanha as articulações do caso, sob anonimato.

O plenário do TSE deverá analisar o mérito da liminar para definir a situação jurídica do registro e os eventuais desdobramentos sobre o resultado eleitoral no Paraná.

Perguntas frequentes

›Qual é a intenção jurídica do PT sobre a candidatura de Deltan Dallagnol?

O PT planeja apresentar um recurso à Justiça se o plenário do TSE confirmar a decisão liminar que restabeleceu o registro de candidatura de Deltan Dallagnol (Novo) ao Senado pelo Paraná.

›O que o partido argumenta contra a posse de Deltan Dallagnol?

O partido afirma que o candidato segue inelegível com base na Lei da Ficha Limpa e na decisão proferida pelo TSE em 2023, sustentando a ausência de fatos novos que permitam anular o entendimento.

›Quem o PT defende que assuma a vaga de senador pelo Paraná?

O partido defende que Alexandre Curi (Republicanos), que terminou a disputa na terceira colocação com 1,94 milhão de votos, assuma a vaga.

›Quantos votos Deltan Dallagnol recebeu na eleição para o Senado?

Dallagnol obteve o segundo lugar no pleito paranaense, totalizando 2,9 milhões de votos, equivalentes a 25,14% dos votos válidos.

Redação Vozes ParanaensesNacional · PR
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