Médicos detalham diferenças entre AVC isquêmico e hemorrágico em programa de saúde
Especialistas alertaram sobre sintomas, causas dos dois tipos de acidente vascular cerebral e riscos de traumatismos na terceira idade.

Os fatos
- Quem
- Roberto Kalil (médico), Cristine Cukiert (neurologista) e Ronaldo Rosa (cardiologista e diretor da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo)
- O quê
- Especialistas explicam as diferenças entre o AVC isquêmico e o AVC hemorrágico, detalhando causas, mecanismos, sinais de alerta e riscos de traumatismos cranianos
- Quando
- 02/11/26
- Onde
- São Paulo
- Por quê
- Orientar sobre a diferenciação dos tipos de AVC, alertar sobre riscos e destacar a importância do atendimento rápido para aumentar as chances de recuperação
- Como
- Por meio de entrevista no programa 'CNN Sinais Vitais – Dr. Kalil Entrevista'
Médicos detalharam as distinções clínicas entre AVC isquêmico e AVC hemorrágico durante debate realizado em São Paulo nesta segunda-feira (02/11/26).
As explicações ocorreram em entrevista ao programa "CNN Sinais Vitais – Dr. Kalil Entrevista", com a participação do médico Roberto Kalil, da neurologista Cristine Cukiert e do cardiologista Ronaldo Rosa, diretor da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. A discussão teve a finalidade de esclarecer os mecanismos da doença, apontar sinais de alerta e frisar que a agilidade no atendimento médico amplia diretamente as chances de recuperação dos pacientes.
Durante o programa, foram apresentados dados sobre a incidência de cada variação da enfermidade na população. O AVC isquêmico representa de 80% a 85% dos casos registrados, enquanto o AVC hemorrágico corresponde a uma fatia entre 15% e 20% das ocorrências.
A neurologista Cristine Cukiert descreveu o mecanismo biológico central da modalidade isquêmica. "Na realidade, quando a gente tem uma obstrução, o entupimento de uma das artérias, que é a mesma coisa que acontece no infarto", explicou a médica ao comparar o quadro vascular cerebral com eventos cardíacos obstrutivos.
A especialista também alertou para os perigos associados a impactos físicos e traumatismos cranianos que podem anteceder complicações hemorrágicas. De acordo com a neurologista, acidentes corriqueiros muitas vezes passam despercebidos por semanas: "Às vezes a pessoa teve uma batida, uma pancada, bateu no criado-mudo, duas semanas antes, dois meses antes".
Por fim, a médica enfatizou a necessidade de monitoramento rigoroso quando traumas na cabeça ocorrem em faixas etárias mais vulneráveis. "No idoso, sempre, isso é um alerta muito importante, precisa procurar o pronto-atendimento para fazer um exame de imagem", concluiu Cukiert ao recomendar o encaminhamento para a realização de exames diagnósticos imediatos nas unidades de saúde.
Perguntas frequentes
›Qual é a frequência de cada tipo de AVC?
O AVC isquêmico responde por 80% a 85% dos casos, enquanto o AVC hemorrágico representa de 15% a 20% das ocorrências.
›Como a neurologista Cristine Cukiert define o AVC isquêmico?
Segundo a especialista, o quadro decorre da obstrução ou entupimento de uma artéria, mecanismo similar ao que ocorre no infarto.
›Qual a orientação médica para idosos que sofrem batidas na cabeça?
A orientação da neurologista é procurar imediatamente um pronto-atendimento para realizar exame de imagem, mesmo se o trauma ocorreu semanas ou meses antes.







