Indústria do Paraná cria tecnologia com resíduos de pinus para a construção civil
Setor avança no uso de madeira engenheirada para substituir concreto e aço com baixa emissão de carbono e foco em economia circular.

Os fatos
- Quem
- Indústria da madeira, Gabriel Ribeiro (gerente de marketing da Águia Florestal) e Jorge Luis Monteiro de Matos (professor de Engenharia e Tecnologia Florestal da UFPR)
- O quê
- Avanço e utilização da madeira engenheirada de pinus na construção civil e criação de tecnologia pela indústria do Paraná para reaproveitamento de resíduos de madeira na confecção de painéis
- Quando
- 30/10/26
- Onde
- Paraná, Brasil
- Por quê
- Para substituir o concreto e aço com menor impacto ambiental e quase zero emissão de carbono, além de reaproveitar resíduos da indústria em prol da economia circular e superar limitações da madeira maciça natural
- Como
- Por meio do corte de árvores de reflorestamento em lâminas ou pequenos pedaços, seleção das melhores partes, junção com encaixes macho e fêmea, prensagem e colagem industrial sob alta pressão
A indústria da madeira no Paraná avançou no uso da madeira engenheirada de pinus e desenvolveu tecnologia para reaproveitar resíduos florestais na construção civil nesta sexta-feira (30/10/26).
A iniciativa busca substituir o concreto e o aço nas edificações com menor impacto ambiental e níveis próximos de zero em emissão de carbono. O modelo visa fortalecer a economia circular por meio da reciclagem de sobras produtivas, além de contornar limitações estruturais da madeira maciça natural.
O método produtivo opera com o corte de árvores de reflorestamento em lâminas ou pequenos pedaços, seguido pela seleção das partes de melhor qualidade. O material recebe encaixes do tipo macho e fêmea e passa por prensagem e colagem industrial sob alta pressão. O pinus, espécie vegetal que registra 120 anos de introdução no Brasil, serve como base dessa cadeia industrial acompanhada por Jorge Luis Monteiro de Matos, professor de Engenharia e Tecnologia Florestal da Universidade Federal do Paraná (UFPR).
O reaproveitamento foi viabilizado para absorver excedentes gerados no fornecimento do material, segundo relata Gabriel Ribeiro, gerente de marketing da Águia Florestal:
"Nós vendemos as madeiras para que outras empresas as transformem em CLT, mas nesse processo sobravam muitos resíduos. Aí veio a ideia de pegar esses pedaços, normalmente irregulares, incluir uns ‘dentinhos’ neles (encaixe macho e fêmea) e passar pelo processo de prensagem e colagem. Assim criamos painéis de 3 (usados para divisórias) e 5 folhas (muito usados em banheiros e cozinhas, já que permitem que sejam embutidas tubulações diretamente neles)", detalhou Ribeiro.
A tecnologia permite que os painéis resultantes sejam integrados diretamente às obras imobiliárias, absorvendo tubulações em paredes hidráulicas e delimitando ambientes internos com aproveitamento integral da matéria-prima florestal paranaense.
Perguntas frequentes
›Como os resíduos de pinus são transformados em painéis?
Os pedaços de árvores de reflorestamento são cortados, selecionados e unidos por encaixes macho e fêmea, passando em seguida por colagem e prensagem industrial sob alta pressão.
›Qual é a principal vantagem ambiental da madeira engenheirada?
A aplicação do material busca substituir concreto e aço na construção civil com quase zero emissão de carbono e menor impacto ambiental, além de reaproveitar sobras da indústria.
›Onde os novos painéis de madeira podem ser instalados?
Os modelos de 3 folhas são voltados para divisórias de ambientes, enquanto os de 5 folhas atendem banheiros e cozinhas com tubulações embutidas diretamente na estrutura.







