Israel realiza eleições gerais para definir premiê e renovar o Knesset
Disputa parlamentar entre Benjamin Netanyahu e Gadi Eisenkot ocorre na primeira votação nacional após os ataques de 7 de outubro de 2023.
Os fatos
- Quem
- Eleitores israelenses, com destaque para a disputa entre o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu (partido Likud) e o líder oposicionista Gadi Eisenkot (partido Yashar)
- O quê
- Realização de eleições gerais e parlamentares para eleger os 120 deputados do Knesset, determinando a formação do novo governo e a permanência ou saída de Benjamin Netanyahu do cargo de primeiro-ministro
- Quando
- Terça-feira, 27 de outubro (com seções abertas das 7h às 22h no horário local)
- Onde
- Israel
- Por quê
- Término da legislatura do Parlamento e realização do primeiro pleito geral desde os ataques do Hamas em 7 de outubro de 2023 e o início da guerra na Faixa de Gaza, em meio a crises internas, julgamentos por corrupção e disputas políticas sobre a liderança de Netanyahu
- Como
- Votação facultativa em cédulas de papel para cidadãos a partir de 18 anos em cerca de 12 mil seções eleitorais; partidos concorrem às 120 cadeiras do Knesset com cláusula de barreira de 3,25%, sendo necessários pelo menos 61 assentos para obter maioria e indicar o premiê, o que exige alianças de coalizão
Eleitores de Israel foram às urnas nesta terça-feira (27) para eleger os 120 deputados do Knesset e decidir o futuro do governo nacional.
A votação, facultativa e feita por cédulas de papel para cidadãos a partir de 18 anos, mobilizou cerca de 12 mil seções eleitorais abertas entre 7h e 22h no horário local. O pleito marca o fim da legislatura e constitui a primeira eleição geral no país desde os ataques conduzidos pelo Hamas em 7 de outubro de 2023 e a subsequente guerra na Faixa de Gaza. O cenário interno também é marcado por julgamentos por corrupção e questionamentos sobre a liderança política atual.
No total, 7,3 milhões de eleitores estavam aptos a participar do processo. A corrida pelo cargo de premiê tem como figuras centrais o atual primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, de 77 anos e líder do partido Likud, e o oposicionista Gadi Eisenkot, de 66 anos, à frente da legenda Yashar.
Para formar um governo, é necessário reunir pelo menos 61 dos 120 assentos parlamentares, o que obriga a composição de coalizões entre os partidos que superarem a cláusula de barreira fixada em 3,25% dos votos válidos. Projeções divulgadas pelo Channel 13 indicavam o bloco de Netanyahu com cerca de 50 cadeiras, número inferior aos 64 assentos que a base governista detinha anteriormente. Conforme estimativas do G1, o Likud projetava obter entre 20 e 30 vagas, enquanto o partido Otzma Yehudit apontava para menos de 9 assentos.
O presidente de Israel, Isaac Herzog, declarou durante a jornada de votação: "Michal e eu estamos muito orgulhosos de estar aqui hoje, enquanto milhões de israelenses vão às urnas votar e tomar seus destinos em suas próprias mãos em uma democracia verdadeira, orgulhosa e digna". O chefe de Estado acrescentou: "Esta é a história de Israel, um país incrível e uma nação incrível indo votar e decidindo qual é o nosso futuro e para onde estamos caminhando."
Durante a campanha, Eisenkot, que é ex-chefe militar, criticou a continuidade do atual governo ao afirmar: "Em todas as frentes, as ameaças permanecem. Enquanto Benjamin Netanyahu permanecer no poder, o Hamas permanecerá no poder".
Sobre a postura do líder da oposição, o diretor do Centro Begin-Sadat de Estudos Estratégicos da Universidade Bar-Ilan, Eitan Shamir, avaliou: "Ele é uma pessoa muito simpática; não tem o perfil de um político; parece alguém comum". Shamir complementou que o candidato opositor "não é excessivamente sofisticado" e que "as pessoas sentem que conseguem se identificar com ele".
A eleição acontece em um contexto decorrente dos ataques de 7 de outubro de 2023, que deixaram mais de 1.200 mortos e resultaram em 251 pessoas levadas como reféns. Desde o início das operações militares posteriores na Faixa de Gaza, o número de mortos na região ultrapassou 75 mil, fator que influenciou os debates e as articulações políticas ao longo de toda a disputa eleitoral.
Perguntas frequentes
›Como funciona o sistema eleitoral parlamentar de Israel?
A votação é facultativa e realizada em cédulas de papel por cidadãos com 18 anos ou mais em cerca de 12 mil seções. Os partidos precisam superar a cláusula de barreira de 3,25% dos votos para ingressar no Knesset de 120 assentos, sendo necessária maioria de 61 cadeiras para governar.
›Quem são os principais concorrentes ao cargo de primeiro-ministro?
A disputa envolve o atual premiê Benjamin Netanyahu, de 77 anos, pelo partido Likud, e o líder da oposição Gadi Eisenkot, de 66 anos, à frente da legenda Yashar.
›Quantos assentos são necessários para formar um novo governo?
Para compor a maioria parlamentar e indicar o primeiro-ministro, é exigida uma coalizão com pelo menos 61 das 120 vagas do Knesset.
›Por que esta eleição geral é considerada um marco no país?
O pleito é o primeiro realizado em Israel desde os ataques do Hamas em 7 de outubro de 2023 e o início do conflito na Faixa de Gaza, em meio a crises internas e questionamentos sobre a liderança de Netanyahu.







