Infantino recebe apoio da Ásia para reeleição na Fifa e isola Europa
Confederação Asiática confirmou adesão após retirada do projeto FFE e promessa de repasse de US$ 25 milhões a cada associação.
Os fatos
- Quem
- Gianni Infantino (presidente da Fifa) e Sheikh Salman bin Ibrahim Al Khalifa (presidente da Confederação Asiática de Futebol - AFC)
- O quê
- Infantino ganhou força para a reeleição à presidência da Fifa após receber apoio da Confederação Asiática de Futebol (AFC), isolando a Europa
- Quando
- Sexta-feira (23); reunião anterior na semana passada; prazo de candidaturas até 18 de novembro; eleição prevista para março
- Onde
- Tóquio (Japão) e Zurique (Suíça)
- Por quê
- Apoio foi concedido após Infantino abandonar o projeto contestado FIFA Forward Enterprise (FFE), pedir desculpas em reunião do Conselho e prometer US$ 25 milhões a cada associação
- Como
- Sheikh Salman declarou o apoio durante congresso extraordinário da AFC realizado em Tóquio
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, garantiu o apoio da Confederação Asiática de Futebol à sua reeleição, nesta sexta-feira (23), durante congresso extraordinário em Tóquio, no Japão.
A manifestação partiu do presidente da entidade continental asiática, Sheikh Salman bin Ibrahim Al Khalifa. A aliança foi selada após Infantino abandonar o contestado projeto FIFA Forward Enterprise (FFE), pedir desculpas em reunião do Conselho e prometer o repasse de US$ 25 milhões para cada federação nacional.
O movimento político enfraquece a resistência da Europa e altera o equilíbrio de forças dentro da entidade máxima do futebol mundial. O bloco asiático havia classificado a proposta anterior como uma "violação fundamental da confiança", mas mudou de postura após os recuos de Infantino.
Durante o evento realizado na capital japonesa, Sheikh Salman bin Ibrahim Al Khalifa defendeu a união das lideranças do continente e afirmou ser o momento de "seguir em frente" com o processo eleitoral.
Com o bloco asiático ao seu lado, Infantino soma vantagens matemáticas decisivas no colégio de 211 membros votantes da Fifa. A Ásia conta com 46 votos, enquanto a África reúne 54 e a América do Sul soma 10 delegados na Conmebol. Do outro lado da disputa política, a Europa, representada pela Uefa, detém 55 votos.
A estratégia de repasses financeiros é o principal pilar de sustentação da candidatura. O presidente defendeu publicamente o volume de recursos distribuídos durante a sua gestão: "Em dez anos desde que me tornei presidente da Fifa, passamos de US$ 1 milhão para cada associação-membro ", discursou Infantino ao defender a ampliação das verbas.
As articulações internacionais que antecederam o anúncio envolveram debates em Zurique, sede da Fifa na Suíça, além de reuniões realizadas na semana passada. O prazo para o registro oficial de candidaturas ao comando da entidade segue aberto até o dia 18 de novembro, com a eleição programada para março.
Perguntas frequentes
›Qual confederação declarou apoio a Gianni Infantino?
A Confederação Asiática de Futebol (AFC), presidida por Sheikh Salman bin Ibrahim Al Khalifa, declarou apoio oficial durante congresso em Tóquio.
›Qual valor foi prometido pela Fifa a cada associação?
Gianni Infantino prometeu o repasse de US$ 25 milhões a cada associação-membro após recuar do projeto FIFA Forward Enterprise (FFE).
›Quantos votos compõem o colégio eleitoral da Fifa?
A Fifa possui 211 membros votantes no total, distribuídos entre Europa (55), África (54), Ásia (46), América do Sul (10) e demais regiões.
›Quando acontecem as eleições para a presidência da Fifa?
O prazo limite para o registro de candidaturas se encerra em 18 de novembro, com a votação marcada para março.







