EUA preferiam Flávio Bolsonaro, mas Trump respeita Lula, diz analista
Editor da Americas Quarterly aponta que relação bilateral enfrentará temas sensíveis após resultado da eleição brasileira.
Os fatos
- Quem
- Brian Winter, editor-chefe da Americas Quarterly
- O quê
- Afirmou em entrevista que o governo de Donald Trump preferia a eleição de Flávio Bolsonaro, mas que Trump mantém respeito por Luiz Inácio Lula da Silva, e avaliou que a reconciliação entre Washington e Brasília será difícil, envolvendo temas críticos como terras raras
- Quando
- 2026-10-27
- Onde
- Washington (EUA) e Brasília (Brasil)
- Por quê
- O governo Trump desejava um parceiro alinhado a agendas como o combate ao crime organizado ('Escudo das Américas'), além de haver temas sensíveis bilaterais como terras raras e cicatrizes políticas acumuladas
- Como
- Declarações dadas em entrevista ao programa WW, da CNN Brasil
O editor-chefe da revista Americas Quarterly, Brian Winter, afirmou nesta segunda-feira (27), em Washington, que a Casa Branca sob Donald Trump preferia a vitória de Flávio Bolsonaro (PL) na eleição brasileira realizada no domingo (26).
As declarações ocorreram em entrevista ao programa WW, da CNN Brasil. Segundo o especialista em relações internacionais, Washington buscava um parceiro alinhado a projetos prioritários, como a iniciativa de combate ao crime organizado batizada de "Escudo das Américas".
"Eles queriam a eleição do Flávio Bolsonaro", pontuou Winter ao analisar a postura da administração norte-americana frente ao processo eleitoral no Brasil.
Apesar da inclinação política por Bolsonaro, o analista destacou que a relação direta com o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), preserva parâmetros institucionais. "O Trump respeita o Lula como ele respeita os líderes de grandes países importantes ao redor do mundo", explicou.
Winter avaliou, contudo, que o restabelecimento pleno dos canais diplomáticos entre Washington e Brasília exigirá concessões em temas estratégicos, com destaque para a exploração de terras raras e cicatrizes políticas acumuladas.
"Acho que o caminho aqui para uma reconciliação entre Washington e Brasília vai ser difícil mesmo", declarou o editor-chefe. Ele complementou que o desfecho da relação dependerá do esforço mútuo: "Acho que vai ter que costurar alguma coisa ou talvez essa coisa vai ficar um pouco tensa".
Perguntas frequentes
›Qual era a preferência de Donald Trump na eleição brasileira?
Segundo o analista Brian Winter, a administração de Donald Trump preferia a eleição de Flávio Bolsonaro (PL) para viabilizar parcerias como a iniciativa de segurança Escudo das Américas.
›Como Donald Trump encara o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva?
De acordo com Winter, Trump mantém respeito por Lula da mesma forma que respeita governantes de outras nações de grande porte internacional.
›Quais temas devem dificultar o diálogo entre Washington e Brasília?
A aproximação entre os governos enfrentará atritos ligados a cicatrizes políticas anteriores e temas estratégicos bilaterais, incluindo o setor de terras raras.







