Colírio de insulina avança como tratamento para lesões na córnea

Publicado em 30/07/2026 às 16:31
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Estudos científicos recentes destacam o potencial da insulina tópica na regeneração de tecidos oculares e na redução de custos de tratamento.

Os fatos

Quem
Estudos científicos e pesquisadores
O quê
Avanço do colírio de insulina no tratamento de lesões na córnea
Quando
Última década (estudos publicados); dezembro (estudo no Canadian Journal of Ophthalmology); 2025 (revisão sistemática no Beyoglu Eye Journal)
Por quê
A insulina atua como fator trófico, estimulando migração e proliferação celular, e ativando vias celulares relacionadas à recuperação do tecido da córnea.
Como
O colírio de insulina é aplicado topicamente na córnea, estimulando a migração e multiplicação das células epiteliais e reduzindo a morte celular, o que acelera a cicatrização e regeneração nervosa.

Estudos científicos e pesquisadores têm avançado no uso do colírio de insulina para tratar lesões na córnea, conforme publicações na última década. A insulina atua como fator trófico, estimulando a migração e proliferação celular, e ativando vias celulares relacionadas à recuperação do tecido da córnea.

O colírio de insulina é aplicado topicamente na córnea, estimulando a migração e multiplicação das células epiteliais e reduzindo a morte celular. Esse processo acelera a cicatrização e a regeneração nervosa, conforme detalhado em um estudo publicado em dezembro no Canadian Journal of Ophthalmology e em uma revisão sistemática prevista para 2025 no Beyoglu Eye Journal.

Claudio Lottenberg, oftalmologista e presidente do Conselho Deliberativo do Einstein Hospital Israelita, explica que “a insulina não é apenas um hormônio metabólico. Ela também atua como fator trófico, estimulando migração e proliferação celular”. Ele destaca a eficácia do tratamento, afirmando que “uma taxa próxima de 78% em casos moderados a graves é muito relevante, porque estamos falando de pacientes muitas vezes refratários”.

Fernando Gerchman, endocrinologista e diretor da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, complementa que “a insulina pode ter efeitos não apenas epiteliais, mas também neurotróficos”. A ceratopatia neurotrófica, uma condição grave que afeta a córnea, tem um tempo médio de recuperação de aproximadamente um mês com o uso do colírio de insulina, alcançando uma porcentagem de cicatrização de 78.3%.

Além da eficácia, o colírio de insulina apresenta um custo significativamente menor em comparação com outros tratamentos. Enquanto o custo de oito semanas de tratamento com cenegermina pode chegar a US$ 100 mil, o colírio de insulina para o mesmo período custa apenas US$ 150. Lottenberg ressalta que “a insulina tópica, se padronizada e validada, poderia ampliar o acesso, especialmente em sistemas de saúde com restrição de recursos”.

Perguntas frequentes

›O que é o colírio de insulina para lesões na córnea?

É um tratamento tópico que utiliza insulina para estimular a migração e proliferação celular, acelerando a cicatrização e regeneração nervosa da córnea.

›Como a insulina atua na recuperação da córnea?

A insulina age como um fator trófico, estimulando a migração e multiplicação das células epiteliais e reduzindo a morte celular, o que contribui para a recuperação do tecido.

›Qual a eficácia do colírio de insulina em casos de ceratopatia neurotrófica?

Estudos indicam uma taxa de cicatrização de 78.3% em casos moderados a graves de ceratopatia neurotrófica, com tempo médio de recuperação de aproximadamente um mês.

›O tratamento com colírio de insulina é mais acessível?

Sim, o custo de oito semanas de tratamento com colírio de insulina é de US$ 150, enquanto o tratamento com cenegermina para o mesmo período pode custar US$ 100 mil.

Redação Vozes ParanaensesNacional · PR
Corrigir esta matériaPolítica editorialConteúdo produzido com assistência de IA e revisão humana.
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