Canetas emagrecedoras alteram hábitos alimentares e refeições fora de casa no país
Levantamentos do Instituto Locomotiva e da Galunion apontam redução de porções, corte de gorduras e busca por proteínas entre usuários de GLP-1.
Os fatos
- Quem
- Instituto Locomotiva e consultoria Galunion
- O quê
- Pesquisas apontam que a popularização de canetas emagrecedoras (medicamentos à base de GLP-1) está transformando os hábitos alimentares de usuários, levando à redução de porções e maior atenção nutricional
- Quando
- 28/10/2026
- Onde
- Brasil
- Por quê
- O uso de medicamentos à base de GLP-1 reduz a capacidade e a tolerância a porções grandes e comidas gordurosas, incentivando o consumo de alimentos mais leves, fibras e proteínas
- Como
- Por meio de pesquisas quantitativas que avaliaram o comportamento de consumidores e usuários dos medicamentos em relação à alimentação e refeições fora de casa
O avanço de medicamentos à base de GLP-1 transformou os hábitos alimentares de usuários no Brasil, segundo pesquisas do Instituto Locomotiva e da consultoria Galunion divulgadas nesta quarta-feira (28).
A mudança ocorre porque os fármacos reduzem a capacidade gástrica e a tolerância a refeições volumosas ou gordurosas. Com isso, os pacientes passam a consumir porções menores e dão preferência a itens leves, fibras e fontes de proteína.
Os levantamentos quantitativos avaliaram o alcance dos tratamentos e as alterações no consumo diário. Nos dados apurados pelo Instituto Locomotiva com 1.004 brasileiros, 24% dos entrevistados afirmaram que já utilizaram medicamentos dessa classe. No momento da sondagem, 11% eram usuários ativos.
A presença desses tratamentos também é expressiva no ambiente familiar. O estudo do Locomotiva constatou que 33% dos domicílios contam com pelo menos um usuário e 62% das pessoas ouvidas conhecem alguém que utiliza ou já utilizou as canetas emagrecedoras.
O impacto direto no comportamento de consumo foi detalhado pela pesquisa da consultoria Galunion, realizada com 1.020 consumidores. Entre os usuários de medicamentos com GLP-1, 91% declararam ter alterado seus hábitos em refeições feitas fora de casa.
Essa reorganização no prato foca no perfil nutricional dos alimentos: 50% dos entrevistados evitam opções muito gordurosas, 41% procuram preparações mais leves e 35% priorizam alimentos com maior teor de proteína na dieta.
Perguntas frequentes
›Qual a proporção de brasileiros que já usou medicamentos com GLP-1?
Segundo levantamento do Instituto Locomotiva com 1.004 brasileiros, 24% afirmaram que já utilizaram esses medicamentos e 11% eram usuários ativos no momento da pesquisa.
›Como as canetas emagrecedoras afetam as refeições fora de casa?
A pesquisa da Galunion aponta que 91% dos usuários de GLP-1 alteraram seus hábitos alimentares ao comer fora de casa, evitando opções volumosas.
›Quais alimentos os usuários dos remédios costumam priorizar ou evitar?
Conforme a Galunion, 50% evitam alimentos muito gordurosos, 41% procuram pratos mais leves e 35% priorizam opções com maior quantidade de proteína.







