Candidatos à Presidência usam canais no WhatsApp e TSE analisa ações
Disputa no segundo turno envolve canais com milhões de seguidores e decisões judiciais dos ministros Ricardo Villas Bôas Cueva e Kássio Nunes Marques.

Os fatos
- Quem
- André Janones (deputado federal Rede-MG), Nikolas Ferreira (deputado federal PL-MG), Luiz Inácio Lula da Silva (candidato à Presidência pelo PT), Flávio Bolsonaro (candidato à Presidência pelo PL) e ministros do TSE Ricardo Villas Bôas Cueva e Kássio Nunes Marques
- O quê
- Uso de canais de WhatsApp com milhões de seguidores para organizar militâncias presidenciais no segundo turno e disputas na Justiça Eleitoral sobre a atuação do canal 'Exército do Lula'
- Quando
- Abril a outubro de 2026 (com decisões eleitorais em 10, 13 e 22 de outubro de 2026; matéria publicada em 24/10/2026)
- Onde
- Brasil
- Por quê
- Para mobilizar e orientar a militância digital nas eleições de 2026; a disputa judicial ocorreu sob alegações de irregularidade e desinformação
- Como
- Criação de canais de transmissão ('Exército do Lula' e 'Tropa do Flávio'); o canal lulista passou por decisões de suspensão e liberação no TSE e pedido de dados à Meta para investigar eventual atuação coordenada
Candidatos à Presidência e parlamentares mobilizaram canais no WhatsApp com milhões de seguidores no Brasil em outubro de 2026 durante a disputa de segundo turno.
A estratégia de comunicação digital foi estruturada para orientar militâncias na reta final da eleição, mas gerou contestações na Justiça Eleitoral sob alegações de irregularidade e desinformação. A mobilização envolveu a criação dos canais de transmissão "Exército do Lula", articulado com atuação do deputado federal André Janones (Rede-MG) em apoio a Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e "Tropa do Flávio", promovido pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) em suporte a Flávio Bolsonaro (PL).
O canal lulista reuniu mais de 10 milhões de seguidores ao longo da campanha iniciada em abril. A operação da ferramenta motivou questionamentos judiciais que resultaram em deliberações sucessivas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante o mês de outubro de 2026.
A tramitação jurídica registrou decisões eleitorais nos dias 10, 13 e 22 de outubro de 2026. Ao longo desse período, o espaço digital passou por determinações de suspensão e posterior liberação na Corte eleitoral, relatadas pelos ministros Ricardo Villas Bôas Cueva e Kássio Nunes Marques.
Para verificar se existiu atuação coordenada irregular, o ministro Ricardo Villas Bôas Cueva determinou o envio de dados pela empresa Meta. O magistrado estipulou o prazo de cinco dias em procedimento relativo à campanha de Lula e concedeu 72 horas para manifestação no âmbito referente a Flávio Bolsonaro.
Perguntas frequentes
›Quais canais de WhatsApp foram criados pelas campanhas presidenciais?
Foram criados os canais de transmissão "Exército do Lula", com apoio de André Janones (Rede-MG), e "Tropa do Flávio", apoiado por Nikolas Ferreira (PL-MG).
›Quantos seguidores o canal "Exército do Lula" reuniu?
O canal reuniu mais de 10 milhões de seguidores na plataforma.
›Quais decisões foram tomadas pelo TSE sobre a ferramenta digital?
O canal lulista passou por decisões de suspensão e liberação em 10, 13 e 22 de outubro de 2026, além de determinação à Meta para entrega de dados sob prazos de cinco dias e 72 horas.







