Brasil usa menos da metade da malha hidroviária para cargas, aponta CNT

Publicado em 24/10/2026 às 12:24
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País aproveita 20.400 km dos 41.700 km previstos no Plano Nacional de Viação devido a entraves regulatórios e estruturais

Os fatos

Quem
CNT (Confederação Nacional de Transporte)
O quê
Estudo revela que o Brasil utiliza menos da metade de sua malha hidroviária para transporte de cargas, aproveitando economicamente apenas 20.400 km dos 41.700 km previstos pelo Plano Nacional de Viação
Quando
24/10/2026
Onde
Brasil
Por quê
Fragmentação da governança, insegurança regulatória, deficiências de infraestrutura e dificuldades de financiamento
Como
Levantamento e análise do setor hidroviário e das vias navegáveis do Plano Nacional de Viação

O Brasil utiliza economicamente apenas 20.400 quilômetros dos 41.700 quilômetros de malha hidroviária previstos pelo Plano Nacional de Viação, revelou um levantamento da Confederação Nacional de Transporte (CNT) divulgado neste sábado (24/10/2026).

O subaproveitamento do modal hidroviário para transporte de cargas ocorre por causa da fragmentação da governança, de insegurança regulatória, de deficiências de infraestrutura e de dificuldades de financiamento. O diagnóstico decorre de uma análise aprofundada das vias navegáveis do país realizada três anos após a definição de hidrovias prioritárias.

No setor de energia e infraestrutura produtiva, dados adicionais do levantamento acompanham movimentações como o leilão de gás, que registrou ágio médio de 35% com 23 empresas arrematantes. O volume negociado somou 1 milhão de metros cúbicos por dia, com período de fornecimento fixado entre março e dezembro de 2027.

Sobre a estratégia de fornecimento e atração fabril, Luiz Fernando Paroli destacou o planejamento dos certames. "Nosso objetivo é fazer leilões em 27, 28 e 29 de um ano. E neste intervalo também faremos um grande outro leilão, que é um leilão mais estruturante de longo prazo, um leilão que possivelmente será de 5 ou 10 anos para a instalação de nova indústria no Brasil, baseada no gás da União", afirmou.

Paroli ressaltou ainda o impacto industrial esperado com a expansão dos insumos energéticos. "A gente está incentivando hoje quem já consome, quem já está na indústria, mas em algum momento no futuro a gente gostaria também de trazer mais indústrias para o Brasil para que elas possam ser competitivas aqui e que a gente possa gerar mais emprego, mais renda e mais independência do Brasil", pontuou.

Perguntas frequentes

›Qual é a extensão da malha hidroviária utilizada pelo Brasil?

O país aproveita economicamente 20.400 km de hidrovias para o transporte de cargas, de um total de 41.700 km previstos pelo Plano Nacional de Viação.

›Quais fatores impedem o pleno uso das hidrovias no país?

Segundo a CNT, os principais motivos são fragmentação da governança, insegurança regulatória, deficiências de infraestrutura e dificuldades de financiamento.

›Qual foi o resultado do leilão de gás mencionado no levantamento?

O certame teve ágio médio de 35%, com 23 empresas arrematantes e volume negociado de 1 milhão de metros cúbicos diários para fornecimento entre março e dezembro de 2027.

Redação Vozes ParanaensesNacional · PR
Corrigir esta matériaPolítica editorialConteúdo produzido com assistência de IA e revisão humana.
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