Úlceras nos pés por diabetes provocam dor severa mesmo com dormência, aponta estudo

Publicado em 03/11/2026 às 10:53
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Tese da Universidade de Gotemburgo revela que pacientes sofrem com dor imprevisível que costuma passar despercebida por equipes de saúde.

Úlceras nos pés por diabetes provocam dor severa mesmo com dormência, aponta estudo
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial

Os fatos

Quem
Anneli Ringblom, enfermeira e doutora em ciência da enfermagem e saúde pela Universidade de Gotemburgo
O quê
Tese de doutorado constata que feridas crônicas nos pés causadas pelo diabetes podem provocar dor severa e imprevisível, mesmo quando há perda de sensibilidade ou dormência na região, e que esse sofrimento frequentemente passa despercebido pelos profissionais de saúde
Quando
03/11/26
Onde
Universidade de Gotemburgo, Suécia
Por quê
Profissionais de saúde costumam associar as úlceras diabéticas apenas à dormência e nem sempre perguntam sobre dor, enquanto os pacientes hesitam em relatar para não sobrecarregar a equipe
Como
Pesquisa realizada por meio de questionários e entrevistas com pacientes que sofrem com úlceras diabéticas nos pés

Feridas crônicas nos pés causadas pelo diabetes provocam dor severa e imprevisível, mesmo em áreas com dormência, segundo tese da Universidade de Gotemburgo divulgada nesta terça-feira (3). O levantamento foi conduzido pela enfermeira e doutora em ciência da enfermagem Anneli Ringblom.

O sofrimento costuma passar despercebido por profissionais da saúde porque a equipe tende a associar as úlceras apenas à dormência e não pergunta sobre dor. Ao mesmo tempo, os próprios pacientes hesitam em relatar o problema para não sobrecarregar médicos e enfermeiros durante o atendimento.

O estudo foi realizado por meio de questionários e entrevistas com pessoas diagnosticadas com diabetes tipo 1 e tipo 2 que sofrem com feridas nos pés. As úlceras diabéticas decorrem da combinação entre má circulação sanguínea e lesões nos nervos, fatores que comprometem a cicatrização e afetam a sensibilidade dos membros inferiores.

A imprevisibilidade dos episódios de dor afeta o bem-estar diário e o sono. "Os pacientes vivem com a realidade de que uma dor intensa pode surgir de repente, a qualquer hora do dia ou da noite. Eles não conseguem prever quando a dor vai aparecer, o que leva a distúrbios do sono e dificulta o planejamento da vida diária e das atividades sociais", declarou a pesquisadora Anneli Ringblom.

A pesquisa identificou ainda uma barreira no diálogo clínico. "Em geral, os pacientes apreciam os profissionais que os atendem — médicos, enfermeiros e podólogos recebem avaliações positivas nas pesquisas. No entanto, eles também relatam que a dor nem sempre é reconhecida. Explicam que os profissionais nem sempre perguntam sobre a dor, e que eles próprios hesitam em mencioná-la para não sobrecarregar a equipe", afirmou Ringblom.

Além da dor física, os cuidados contínuos exigem esforço diário rigoroso dos pacientes para evitar agravamentos. "As úlceras diabéticas nos pés são extremamente limitantes. Os pacientes descrevem uma mudança na relação com o próprio corpo, uma sensação de que não podem mais confiar nele. Alguns dizem que não têm mais energia para caminhar. A preparação envolvida — aplicar pomadas, fazer curativos e verificar coisas como uma dobra na meia ou um grão de areia no sapato — é muito exigente, especialmente porque até pequenas lesões nos pés podem ter consequências graves. Eles enfrentam uma pressão imensa e uma pesada responsabilidade pessoal para garantir que nada dê errado", detalhou a autora.

Perguntas frequentes

›Como feridas com dormência podem doer?

A pesquisa da Universidade de Gotemburgo constatou que, mesmo com perda de sensibilidade ou dormência causada por danos nos nervos e má circulação, os pacientes enfrentam episódios de dor intensa e repentina.

›Por que a dor muitas vezes não é tratada pelos profissionais?

Os profissionais de saúde costumam associar as úlceras apenas à dormência e nem sempre perguntam sobre o sintoma. Além disso, os próprios pacientes relatam que evitam falar sobre o sofrimento para não sobrecarregar a equipe.

›Quem foi avaliado no estudo?

A pesquisa incluiu pacientes diagnosticados com diabetes tipo 1 e tipo 2 que convivem com feridas crônicas nos pés, ouvidos por meio de questionários e entrevistas.

Redação Vozes ParanaensesMetropolitana · PR
Corrigir esta matériaPolítica editorialConteúdo produzido com assistência de IA e revisão humana.
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