Uso do 13º salário exige foco em dívidas e despesas de início de ano

Publicado em 02/11/2026 às 21:45
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Especialistas recomendam priorizar quitação de juros altos e custos como IPVA e IPTU em cenário de inflação e Selic em dois dígitos.

Uso do 13º salário exige foco em dívidas e despesas de início de ano
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial

Os fatos

Quem
Especialistas financeiros (economista Julio Woolley e planejador financeiro Fábio Martini) e a professora Valéria Cristina Ferreira
O quê
Orientações sobre o uso do 13º salário para quitar dívidas com juros altos, antecipar despesas de início de ano e organizar o orçamento familiar
Quando
Fim de ano (publicado em 02/11/2026)
Onde
Paraná
Por quê
Pressão da inflação oficial (IPCA) sobre o custo de vida e taxa básica de juros (Selic) estacionada em dois dígitos, com risco de endividamento no início do ano seguinte
Como
Priorizando a liquidação ou redução de passivos com taxas abusivas (rotativo do cartão e cheque especial), antecipando despesas fixas (IPVA, IPTU e material escolar) ou formando reserva de emergência, em vez de gastar com compras festivas

Especialistas em finanças orientam paranaenses a priorizar a quitação de dívidas e despesas de início de ano ao receberem o 13º salário neste fim de ano.

A recomendação ocorre por causa da pressão do IPCA (inflação oficial) sobre o custo de vida e da Selic (taxa básica de juros) mantida em dois dígitos. Esse quadro amplia o risco de endividamento no início do ano seguinte caso a renda extra seja canalizada para o consumo imediato.

A estratégia indicada consiste em liquidar ou reduzir passivos atrelados a taxas abusivas, como o rotativo do cartão de crédito e o cheque especial. Outra orientação central envolve antecipar despesas obrigatórias dos primeiros meses do calendário, incluindo IPVA, IPTU e compra de material escolar, além de constituir reserva de emergência, em vez de direcionar a gratificação para compras festivas.

O economista e consultor financeiro Julio Woolley enfatiza que o valor extra deve reorganizar o planejamento financeiro, e não inflar o padrão de gastos nas festas. "O ideal nunca é comprometer esse 13º e até um dinheiro que você ainda não recebeu com o consumo de dezembro. É muito comum que as pessoas enxerguem essa renda como uma oportunidade de ampliar esses gastos, quando na verdade poderia ser um bom ponto de partida para começar o ano financeiramente mais equilibrado", afirma.

Na prática dos trabalhadores, a renda natalina funciona essencialmente como amortecedor de custos acumulados e manutenções pendentes. A professora Valéria Cristina Ferreira relata que a prioridade é evitar o transporte de débitos para o ciclo seguinte. "Geralmente vem como uma ajuda, a chance de não começar o ano com contas do ano anterior; tenho isso como propósito ou até mesmo manutenções necessárias como revisão do carro, por exemplo — sempre tem algo precisando consertar. Dificilmente consigo realizar algum projeto novo", relata.

A conduta de alocação da educadora foca o encerramento imediato de pendências financeiras. "Já vou liquidando as contas; se sobrar, fica como um recurso emergencial", diz Valéria Cristina Ferreira.

O contingenciamento para metas futuras, contudo, costuma ser deslocado para outros períodos devido ao volume de despesas imediatas absorvidas pela gratificação natalina. "Na maioria das vezes acabo reservando uma quantia das férias para esses fins. Do 13º não costuma sobrar", complementa a professora, reforçando o cenário detalhado também pelo planejador financeiro Fábio Martini sobre o uso defensivo do benefício.

Perguntas frequentes

›Quais dívidas devem ser priorizadas com o 13º salário?

A orientação de especialistas é priorizar débitos com juros abusivos, com foco na redução ou quitação do rotativo do cartão de crédito e do cheque especial.

›Quais despesas de início de ano podem ser antecipadas?

O recurso pode ser direcionado para cobrir despesas fixas como IPTU, IPVA e compra de material escolar.

›Por que o cenário econômico exige cautela com o 13º?

A cautela se deve à inflação oficial (IPCA) pressionando o custo de vida e à taxa básica de juros (Selic) mantida em patamar de dois dígitos.

Redação Vozes ParanaensesMetropolitana · PR
Corrigir esta matériaPolítica editorialConteúdo produzido com assistência de IA e revisão humana.
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