Estudo cria método com cinco fatores para avaliar risco de demência em idosos

Publicado em 02/11/2026 às 19:13
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Desenvolvida pela Universidade de Northumbria, ferramenta foi validada em sete países e foca em populações de baixa e média renda sem uso de exames complexos.

Estudo cria método com cinco fatores para avaliar risco de demência em idosos
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial

Os fatos

Quem
Equipe internacional liderada pela Universidade de Northumbria, no Reino Unido
O quê
Desenvolvimento de uma ferramenta simples baseada em cinco fatores para identificar idosos com maior risco de desenvolver demência em países de baixa e média renda
Quando
02/11/26
Onde
Reino Unido, com validação em sete locais (China, Cuba, República Dominicana, Porto Rico, Venezuela, México e Peru)
Por quê
Preencher a lacuna de ferramentas de previsão de demência, já que quase todas as existentes foram feitas para populações de países ricos e demandam exames complexos, ao passo que cerca de 60% das pessoas com demência vivem em países de baixa e média renda
Como
Por meio de uma escala de 0 a 9 baseada em cinco fatores avaliados em conversa direta com o idoso e cuidador: idade, engajamento social, atividade física, pressão alta não controlada e dificuldade para lidar com dinheiro

Pesquisadores liderados pela Universidade de Northumbria, no Reino Unido, desenvolveram em 2 de novembro uma ferramenta com cinco fatores para estimar o risco de demência em idosos.

O método foi elaborado para suprir a carência de instrumentos diagnósticos acessíveis em nações de baixa e média renda. Atualmente, a maior parte dos testes existentes depende de exames complexos e foi desenhada para atender populações de países de alta renda, ignorando a realidade da maioria dos pacientes.

A triagem é realizada por meio de uma escala de 0 a 9 pontos, mensurada exclusivamente em entrevista com o paciente e seu cuidador. O questionário avalia idade, nível de engajamento social, prática de atividade física, diagnóstico de pressão alta sem controle e a presença de dificuldades para lidar com dinheiro no dia a dia.

O modelo registrou precisão de 0,75 durante os testes clínicos. O cálculo demonstrou que indivíduos que atingiram a pontuação mínima de 0 apresentaram risco de demência de cerca de 1% em um intervalo de três anos, enquanto aqueles com a nota máxima de 9 registraram probabilidade de quase 19% no mesmo período.

A validação dos critérios reuniu dados de mais de 11 mil idosos distribuídos por sete territórios: China, Cuba, República Dominicana, Porto Rico, Venezuela, México e Peru. A amostra focou em regiões que enfrentam restrições operacionais na infraestrutura médica hospitalar e laboratorial.

Estimativas globais apontam que mais de 57 milhões de pessoas convivem com quadros de demência no mundo. Desse total, cerca de 60% residem em países classificados como de baixa e média renda, nos quais ferramentas de baixo custo e aplicação direta facilitam a identificação preventiva de indivíduos vulneráveis.

Perguntas frequentes

›Quais são os cinco fatores avaliados pela ferramenta?

A ferramenta verifica idade, engajamento social, atividade física, pressão alta não controlada e dificuldade para lidar com dinheiro.

›Como funciona a pontuação de risco da escala?

A escala vai de 0 a 9 pontos. Pacientes com nota 0 registraram cerca de 1% de risco de desenvolver demência em três anos, enquanto a pontuação 9 elevou o risco para quase 19% no mesmo intervalo.

›Onde o método foi testado e validado?

O estudo avaliou dados de mais de 11 mil idosos em sete locais: China, Cuba, República Dominicana, Porto Rico, Venezuela, México e Peru.

›Por que o modelo prioriza países de baixa e média renda?

Cerca de 60% das mais de 57 milhões de pessoas com demência no planeta vivem nessas nações, onde quase não há acesso às ferramentas tradicionais de diagnóstico que exigem exames de alta complexidade.

Redação Vozes ParanaensesMetropolitana · PR
Corrigir esta matériaPolítica editorialConteúdo produzido com assistência de IA e revisão humana.
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