Atlas mapeia indicadores socioambientais de 18 municípios com 174 mil habitantes
Estudo desenvolvido na UENP analisa 51 indicadores para orientar políticas públicas municipais e subsidiar o ensino fundamental, médio e superior.

Os fatos
- Quem
- Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP), com financiamento do Governo do Estado por meio da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) e do Fundo Paraná
- O quê
- Lançamento do livro 'Atlas de Vulnerabilidade Socioambiental da Região Geográfica Imediata de Cornélio Procópio-Bandeirantes'
- Quando
- Quarta-feira (4)
- Onde
- Cornélio Procópio, Paraná
- Por quê
- Para traçar um diagnóstico socioambiental da região, subsidiar a criação e o direcionamento de políticas públicas na gestão municipal e servir como recurso didático-pedagógico
- Como
- Elaborado por professores do curso de Geografia do campus de Cornélio Procópio ao longo de dois anos de pesquisa, ensino e extensão, integrando dados oficiais relativos, geotecnologias e imagens aéreas com drones
A Universidade Estadual do Norte do Paraná lançou, nesta quarta-feira (4), em Cornélio Procópio, o Atlas de Vulnerabilidade Socioambiental da Região Geográfica Imediata de Cornélio Procópio-Bandeirantes.
A publicação tem como objetivo traçar um diagnóstico socioambiental regional, orientar o planejamento de políticas públicas na gestão municipal e atuar como material de apoio didático-pedagógico nas redes de ensino. O trabalho foi desenvolvido por docentes do curso de Geografia do campus de Cornélio Procópio ao longo de dois anos de atividades de ensino, pesquisa e extensão, com financiamento do Governo do Estado por meio da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) e do Fundo Paraná.
A pesquisa abrange uma área territorial de 6.018 quilômetros quadrados, onde residem cerca de 174 mil habitantes distribuídos em 18 municípios. Para compor o diagnóstico, a equipe acadêmica analisou 51 indicadores socioambientais a partir de dados oficiais relativos, aplicação de geotecnologias e captação de imagens aéreas registradas por drones. A versão impressa do livro tem previsão de publicação para 2027.
Segundo o professor Paulo Henrique Marques de Castro, a escolha por dados relativos foi metodológica para equilibrar as análises. "O uso de taxas e percentuais, por exemplo, permite comparar de forma justa municípios de tamanhos muito diferentes: um número absoluto pode parecer alto apenas porque o município é mais populoso, enquanto o dado relativo mostra a real dimensão do fenômeno em cada lugar", explicou.
Do ponto de vista da administração pública, o estudo oferece ferramentas para tomadas de decisão nos municípios da região. "Políticas públicas criadas a partir desse diagnóstico podem mudar a sociedade, tornando a região menos desigual, mais justa e com maior qualidade de vida para as pessoas. Os gestores conseguem identificar áreas prioritárias de intervenção, otimizar a alocação de recursos e monitorar a eficácia de programas a partir do tema de interesse", afirmou o professor Pedro Henrique Carnevalli Fernandes.
Além da gestão governamental, o levantamento foca a formação educacional em múltiplos níveis. Conforme destacou a coordenadora do projeto, professora Vanessa Maria Ludka, o material aproxima a pesquisa acadêmica das salas de aula. "O atlas constitui um recurso didático-pedagógico que contribui para o desenvolvimento do raciocínio geográfico, para a leitura da realidade local e para a formação crítica dos estudantes do ensino fundamental, médio e superior", pontuou a docente.
Perguntas frequentes
›Qual é a abrangência territorial do atlas da UENP?
O atlas contempla 18 municípios da Região Geográfica Imediata de Cornélio Procópio-Bandeirantes, cobrindo um território de 6.018 quilômetros quadrados e uma população de 174 mil habitantes.
›Quais recursos técnicos foram utilizados na elaboração do estudo?
Os pesquisadores trabalharam durante dois anos combinando o levantamento de 51 indicadores socioambientais oficiais, geotecnologias e captação de imagens aéreas com drones.
›Quem financiou o desenvolvimento da pesquisa?
O projeto recebeu financiamento do Governo do Estado do Paraná por intermédio da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) e do Fundo Paraná.
›Quando será lançada a versão impressa do atlas?
A previsão informada pelos realizadores para a publicação da versão impressa da obra é em 2027.









