Atlas mapeia indicadores socioambientais de 18 municípios com 174 mil habitantes

Publicado em 04/11/2026 às 22:33
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Estudo desenvolvido na UENP analisa 51 indicadores para orientar políticas públicas municipais e subsidiar o ensino fundamental, médio e superior.

Atlas mapeia indicadores socioambientais de 18 municípios com 174 mil habitantes

Os fatos

Quem
Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP), com financiamento do Governo do Estado por meio da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) e do Fundo Paraná
O quê
Lançamento do livro 'Atlas de Vulnerabilidade Socioambiental da Região Geográfica Imediata de Cornélio Procópio-Bandeirantes'
Quando
Quarta-feira (4)
Onde
Cornélio Procópio, Paraná
Por quê
Para traçar um diagnóstico socioambiental da região, subsidiar a criação e o direcionamento de políticas públicas na gestão municipal e servir como recurso didático-pedagógico
Como
Elaborado por professores do curso de Geografia do campus de Cornélio Procópio ao longo de dois anos de pesquisa, ensino e extensão, integrando dados oficiais relativos, geotecnologias e imagens aéreas com drones

A Universidade Estadual do Norte do Paraná lançou, nesta quarta-feira (4), em Cornélio Procópio, o Atlas de Vulnerabilidade Socioambiental da Região Geográfica Imediata de Cornélio Procópio-Bandeirantes.

A publicação tem como objetivo traçar um diagnóstico socioambiental regional, orientar o planejamento de políticas públicas na gestão municipal e atuar como material de apoio didático-pedagógico nas redes de ensino. O trabalho foi desenvolvido por docentes do curso de Geografia do campus de Cornélio Procópio ao longo de dois anos de atividades de ensino, pesquisa e extensão, com financiamento do Governo do Estado por meio da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) e do Fundo Paraná.

A pesquisa abrange uma área territorial de 6.018 quilômetros quadrados, onde residem cerca de 174 mil habitantes distribuídos em 18 municípios. Para compor o diagnóstico, a equipe acadêmica analisou 51 indicadores socioambientais a partir de dados oficiais relativos, aplicação de geotecnologias e captação de imagens aéreas registradas por drones. A versão impressa do livro tem previsão de publicação para 2027.

Segundo o professor Paulo Henrique Marques de Castro, a escolha por dados relativos foi metodológica para equilibrar as análises. "O uso de taxas e percentuais, por exemplo, permite comparar de forma justa municípios de tamanhos muito diferentes: um número absoluto pode parecer alto apenas porque o município é mais populoso, enquanto o dado relativo mostra a real dimensão do fenômeno em cada lugar", explicou.

Do ponto de vista da administração pública, o estudo oferece ferramentas para tomadas de decisão nos municípios da região. "Políticas públicas criadas a partir desse diagnóstico podem mudar a sociedade, tornando a região menos desigual, mais justa e com maior qualidade de vida para as pessoas. Os gestores conseguem identificar áreas prioritárias de intervenção, otimizar a alocação de recursos e monitorar a eficácia de programas a partir do tema de interesse", afirmou o professor Pedro Henrique Carnevalli Fernandes.

Além da gestão governamental, o levantamento foca a formação educacional em múltiplos níveis. Conforme destacou a coordenadora do projeto, professora Vanessa Maria Ludka, o material aproxima a pesquisa acadêmica das salas de aula. "O atlas constitui um recurso didático-pedagógico que contribui para o desenvolvimento do raciocínio geográfico, para a leitura da realidade local e para a formação crítica dos estudantes do ensino fundamental, médio e superior", pontuou a docente.

Perguntas frequentes

›Qual é a abrangência territorial do atlas da UENP?

O atlas contempla 18 municípios da Região Geográfica Imediata de Cornélio Procópio-Bandeirantes, cobrindo um território de 6.018 quilômetros quadrados e uma população de 174 mil habitantes.

›Quais recursos técnicos foram utilizados na elaboração do estudo?

Os pesquisadores trabalharam durante dois anos combinando o levantamento de 51 indicadores socioambientais oficiais, geotecnologias e captação de imagens aéreas com drones.

›Quem financiou o desenvolvimento da pesquisa?

O projeto recebeu financiamento do Governo do Estado do Paraná por intermédio da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) e do Fundo Paraná.

›Quando será lançada a versão impressa do atlas?

A previsão informada pelos realizadores para a publicação da versão impressa da obra é em 2027.

Redação Vozes ParanaensesNorte Pioneiro · PR
Corrigir esta matériaPolítica editorialConteúdo produzido com assistência de IA e revisão humana.
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