Custodiadas produzem próteses capilares para pacientes com câncer
Dez mulheres privadas de liberdade participam de formação profissional que doa peças para pacientes da 5ª Regional de Saúde.

Os fatos
- Quem
- Dez mulheres privadas de liberdade da Cadeia Pública Feminina de Pitanga e Polícia Penal do Paraná (PPPR)
- O quê
- Capacitação de custodiadas para confecção de próteses capilares a serem doadas a pacientes em tratamento contra o câncer na região Centro-Sul do Paraná, por meio do Projeto Kether – Tecendo Dignidade, Coroando o Recomeço
- Quando
- 31 de outubro e 1º de novembro
- Onde
- Cadeia Pública Feminina de Pitanga, Pitanga, Paraná
- Por quê
- Contribuir para a autoestima e o bem-estar de pacientes com câncer, além de oferecer às custodiadas capacitação profissional, remição de pena, participação em ação solidária e reinserção social
- Como
- Através de formação profissionalizante viabilizada por parcerias com Cresol, Sicredi, Igreja Presbiteriana e Rotary Club Guarapuava para aquisição de equipamentos e continuidade das ações
Dez mulheres da Cadeia Pública Feminina de Pitanga concluíram uma capacitação para confeccionar próteses capilares destinadas a pacientes com câncer, nos dias 31 de outubro e 1º de novembro.
A qualificação integra o Projeto Kether – Tecendo Dignidade, Coroando o Recomeço, promovido pela Polícia Penal do Paraná (PPPR). A iniciativa tem o objetivo de contribuir com a recuperação da autoestima de pessoas em tratamento contra o câncer, além de assegurar capacitação profissional, remição da pena e reinserção social para as detentas.
Os itens produzidos serão entregues a pacientes acolhidos no Hospital do Câncer de Guarapuava (Cancer Center). A unidade atende moradores da área de cobertura da 5ª Regional de Saúde do Paraná, que abrange cerca de 20 municípios da região Centro-Sul.
Para a estruturação das atividades e compra de equipamentos, o projeto contou com parcerias firmadas com a cooperativa Cresol, a cooperativa Sicredi, a Igreja Presbiteriana e o Rotary Club Guarapuava, permitindo a continuidade do trabalho.
A gestora da unidade prisional, Soeli Toledo, destacou a repercussão da atividade dentro e fora do estabelecimento penal: "Este projeto vai muito além da remição de pena ou do aprendizado de uma nova profissão. Ele desperta a empatia, o senso de utilidade e a solidariedade em cada uma delas. Saber que o que produzem vai devolver a autoestima e a dignidade a uma mulher que enfrenta o câncer é algo transformador, tanto para quem recebe quanto para quem faz".
De acordo com a diretora-geral da Polícia Penal do Paraná, Ananda Chalegre dos Santos, o projeto evidencia os resultados da integração institucional. "Essa iniciativa demonstra a força das parcerias entre a Polícia Penal do Paraná, a comunidade e a iniciativa privada. Capacitar as mulheres privadas de liberdade em Pitanga para a produção de próteses capilares é transformar o tempo de cumprimento da pena em um ato de solidariedade, cidadania e impacto social", declarou.
A parte técnica foi coordenada pelo instrutor Anderson Menezes Cara, que ressaltou a importância do repasse desse ofício. "É com muita alegria e gratidão que participamos deste projeto, levando conhecimento, capacitação e iniciando esta história de possibilidades, transformação, oportunidades, solidariedade e esperança por meio deste curso de próteses capilares", afirmou. Ele acrescentou ainda que a confecção das peças vai além do trabalho mecânico: "Compartilhar esse conhecimento é muito mais do que ensinar uma técnica. É transmitir uma arte. A confecção de uma prótese capilar ou de uma peruca exige dedicação, precisão, sensibilidade e criatividade".
Perguntas frequentes
›Quem participa da confecção das próteses capilares?
Participam dez mulheres privadas de liberdade que cumprem pena na Cadeia Pública Feminina de Pitanga, por meio de ação da Polícia Penal do Paraná.
›Para onde serão destinadas as próteses produzidas?
As próteses capilares serão doadas a pacientes em tratamento contra o câncer atendidos no Hospital do Câncer de Guarapuava (Cancer Center), que abrange cerca de 20 municípios da 5ª Regional de Saúde do Paraná.
›Quais instituições apoiam a realização do projeto?
A iniciativa é viabilizada por meio de parcerias com Cresol, Sicredi, Igreja Presbiteriana e Rotary Club Guarapuava, responsáveis pelo apoio na aquisição de equipamentos.









