Toledo reúne setor agropecuário para debater recolha legalizada de carcaças

Publicado em 23/10/2026 às 00:06
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Encontro no município debateu biossegurança e regras sanitárias para combater descarte clandestino e engajar integradoras da região.

Toledo reúne setor agropecuário para debater recolha legalizada de carcaças

Os fatos

Quem
Secretaria Municipal de Agricultura e Proteína Animal de Toledo, com participação do prefeito Mario Costenaro, do secretário Luiz Carlos Bombardelli e de representantes de instituições públicas e privadas (Abraves, Abra, Mapa, Adapar, IAT, Assuinoeste, integradoras e prefeituras vizinhas)
O quê
Reunião para discutir a recolha legalizada de carcaças de animais e sensibilizar integradoras a aderirem ao projeto
Quando
Quarta-feira (21)
Onde
Auditório Acary Oliveira, anexo ao Paço Municipal, Toledo (PR)
Por quê
Alinhar informações técnicas e sanitárias sobre a recolha legalizada de carcaças, apresentar métodos de tratamento dentro e fora das propriedades rurais, sensibilizar as integradoras a aderirem ao projeto e combater a recolha clandestina, considerada de maior risco sanitário e ambiental
Como
Por meio de apresentações técnicas e debates com órgãos reguladores e entidades do setor sobre biossegurança, reciclagem animal e a Instrução Normativa nº 48/2019 do Mapa

A Secretaria Municipal de Agricultura e Proteína Animal de Toledo debateu a recolha legalizada de carcaças de animais nesta quarta-feira (21), no Auditório Acary Oliveira, anexo ao Paço Municipal.

O encontro teve o objetivo de alinhar parâmetros técnicos e sanitários sobre o recolhimento, apresentar métodos de destinação dentro e fora das propriedades rurais e sensibilizar agroindústrias integradoras a aderirem à iniciativa. A meta central é coibir a recolha clandestina, apontada como a prática de maior risco sanitário e ambiental para a produção regional.

As discussões foram conduzidas por meio de apresentações técnicas e debates entre órgãos fiscalizadores e representantes das cadeias produtivas. A pauta abordou protocolos de biossegurança, reciclagem animal e as diretrizes fixadas pela Instrução Normativa nº 48/2019 do Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária). O projeto municipal que trata do tema soma seis meses de andamento.

O secretário municipal de Agricultura e Proteína Animal, Luiz Carlos Bombardelli, ressaltou a urgência de substituir o transporte irregular por um fluxo regulamentado. "O que aumenta o risco é a clandestinidade. A ideia é mostrar todos os dados de segurança e biossegurança para que as integradoras possam apoiar o projeto e participar do processo, inclusive com sugestões de melhorias", afirmou.

Bombardelli detalhou os impactos operacionais entre os dois modelos. "Olha, eu diria que é infinita a diferença. Quando você trabalha legalizado, existe todo um procedimento de segurança. O caminhão passa por testes para verificar possíveis vazamentos e só é liberado se atender aos requisitos. Já na clandestinidade, há fracionamento de animais e vazamento de líquidos nas estradas e entre propriedades, o que expõe toda a atividade a um risco muito alto", explicou o secretário.

A construção de um consenso institucional para preservar a base econômica local foi destacada pelo prefeito Mario Costenaro. "É uma situação que precisa ser enfrentada de frente. A gente precisa sair daqui com uma convergência naquilo que seja realmente bom para todos. Quando eu consigo sair da minha posição e sentar na posição do outro, para tentar compreender as razões, é mais fácil encontrar soluções mais convergentes. Isso é pelo desenvolvimento do território de forma sustentável, de uma cadeia que é uma das bases do nosso desenvolvimento", pontuou Costenaro.

O suporte técnico para o cumprimento das normas sanitárias foi reforçado por Pedro Bittar, presidente da Abra (Associação Brasileira de Reciclagem Animal). "A Abra está aqui para mostrar tecnicamente como esse processo deve ser feito da maneira correta. Queremos esclarecer as dúvidas e demonstrar que a recolha legalizada é uma alternativa segura, que beneficia o produtor e contribui para a proteção sanitária de toda a cadeia produtiva", declarou.

O evento contou com a participação de representantes da Abraves, Mapa, Adapar (Agência de Defesa Agropecuária do Paraná), IAT (Instituto Água e Terra), Assuinoeste, além de empresas integradoras e delegações de prefeituras vizinhas.

Perguntas frequentes

›Qual foi o objetivo da reunião em Toledo?

O objetivo foi apresentar parâmetros técnicos e sanitários sobre a recolha legalizada de carcaças, engajar empresas integradoras no projeto municipal e combater o transporte clandestino no campo.

›Qual norma federal orienta o debate técnico sobre o recolhimento?

As diretrizes técnicas e de biossegurança debatidas no encontro têm como base a Instrução Normativa nº 48, de 2019, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

›Quais os riscos apontados na recolha clandestina de carcaças?

Segundo a Secretaria de Agricultura e Proteína Animal, o modelo clandestino envolve fracionamento de animais e vazamento de líquidos em estradas e propriedades rurais, gerando alto risco sanitário e ambiental.

›Há quanto tempo o projeto de recolha tramita no município?

O projeto conduzido pela administração municipal de Toledo está em andamento há seis meses.

Redação Vozes ParanaensesOeste · PR
Corrigir esta matériaPolítica editorialConteúdo produzido com assistência de IA e revisão humana.
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