Maringá aprova projeto que inclui custo ambiental em licitações da prefeitura

Publicado em 23/10/2026 às 00:24
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Metodologia calcula impacto de emissões de carbono e compensações em compras públicas municipais

Maringá aprova projeto que inclui custo ambiental em licitações da prefeitura

Os fatos

Quem
Câmara de Vereadores de Maringá e Prefeitura de Maringá
O quê
Aprovação em primeira discussão do projeto de lei nº 18.354/2026, que institui o Valor de Referência de Restauração Ambiental e Crédito de Carbono (VRRCC) para considerar o custo ambiental em licitações municipais
Quando
2026-10-22
Onde
Maringá, Paraná
Por quê
Para valorizar financeiramente ações que reduzam o impacto de emissões de gases de efeito estufa e priorizar empresas com propostas sustentáveis em licitações
Como
Por meio da metodologia VRRCC, criada pelo Instituto Ambiental de Maringá (IAM), que traduz o desempenho ambiental para linguagem econômica e calcula o custo de emissões e ações compensatórias

A Câmara de Vereadores de Maringá aprovou, nesta quinta-feira (22 de outubro de 2026), o projeto de lei nº 18.354/2026, que inclui o impacto ambiental nos processos de compras públicas da prefeitura.

A proposta estabelece o Valor de Referência de Restauração Ambiental e Crédito de Carbono (VRRCC). O objetivo é valorizar financeiramente práticas que reduzam emissões de gases de efeito estufa e priorizar empresas com planos sustentáveis nas licitações municipais.

A ferramenta foi elaborada pelo Instituto Ambiental de Maringá (IAM). Ela traduz o desempenho ecológico dos concorrentes em valores econômicos ao calcular quanto custam as emissões geradas e quais compensações ambientais serão necessárias durante a execução do contrato.

A iniciativa municipal dialoga com a legislação de compras públicas, citando as diretrizes da Lei Federal nº 14.133/2021, que trata de normas gerais de licitação e contratação administrativa para o setor público.

Segundo José Roberto Behrend, diretor-presidente do Instituto Ambiental de Maringá, a metodologia altera a avaliação do menor preço imediato. "Com base nesse valor de referência, o custo efetivo total diminui, porque uma compra mais inteligente já considera a redução das emissões de carbono. Uma proposta pode até parecer mais barata no início, mas, quando se leva em consideração a quantidade de carbono que ela emite e o custo adicional das ações compensatórias, o valor total acaba sendo maior", explicou.

A matéria passou pelo plenário em primeira discussão e segue a tramitação regimental prevista no legislativo de Maringá antes de ser enviada para a sanção do Executivo.

Perguntas frequentes

›O que prevê o projeto de lei nº 18.354/2026 em Maringá?

O texto institui o Valor de Referência de Restauração Ambiental e Crédito de Carbono (VRRCC) para mensurar o impacto ambiental e as emissões de carbono nas licitações da prefeitura.

›Como funciona a metodologia VRRCC criada pelo IAM?

O método traduz o desempenho ambiental em valores econômicos, calculando o custo das emissões geradas e das ações compensatórias exigidas das empresas concorrentes.

›Em qual etapa de votação a proposta está?

O projeto foi aprovado em primeira discussão pela Câmara de Vereadores de Maringá.

Redação Vozes ParanaensesNorte · PR
Corrigir esta matériaPolítica editorialConteúdo produzido com assistência de IA e revisão humana.
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