Câmeras flagram furto de R$ 2,5 milhões em placas de vídeo de empresa de Maringá
Carga importada dos EUA foi retirada com documento falso em Guarulhos; motorista confessou o crime e funcionários são investigados.
Os fatos
- Quem
- Nicolás Stéfano da Silva (motorista preso), Polícia Civil, distribuidora de tecnologia Oderço e funcionários suspeitos do terminal de cargas
- O quê
- Imagens de câmeras de segurança revelaram detalhes do furto de dois pallets de placas de vídeo avaliados em R$ 2,5 milhões pertencentes à empresa Oderço; o motorista do caminhão foi preso e confessou o crime
- Quando
- Carga desapareceu em setembro; retirada por caminhão ocorreu em 11 de outubro; pronunciamento do presidente da empresa ocorreu em 22 de outubro
- Onde
- Terminal de cargas do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos (SP)
- Por quê
- Desvio de carga para comercialização ilegal, tendo uma das unidades sido identificada em anúncio de venda pela internet
- Como
- O motorista utilizou documento falso e um caminhão com placas clonadas previamente cadastrado; as etiquetas de identificação e códigos de barras dos produtos teriam sido trocados para burlar o escaneamento na saída do terminal
A Polícia Civil apura o furto de R$ 2,5 milhões em placas de vídeo pertencentes a uma empresa de Maringá no Aeroporto de Guarulhos (SP), ocorrido em outubro.
Segundo as investigações, a fraude ocorreu mediante o desvio da carga para posterior comercialização ilegal. O condutor do veículo utilizou documento falso e dirigiu um caminhão com placas clonadas que já estava previamente cadastrado para a retirada. Para burlar a checagem no escaneamento de saída do terminal, as etiquetas de identificação e os códigos de barras dos produtos teriam sido trocados.
A remessa continha dois pallets com placas de vídeo modelo RTX 5090, do fabricante Zotac, importadas diretamente dos Estados Unidos. O material havia chegado ao terminal de cargas e desaparecido em setembro, tendo o registro de retirada formalizado por caminhão no dia 11 de outubro.
O motorista do caminhão, identificado pelas iniciais N. S. da S., foi preso pelas equipes policiais e confessou a participação no crime. Além do motorista detido, funcionários do próprio terminal de cargas do aeroporto paulista também são tratados como suspeitos de integrar o esquema de facilitação do desvio.
A destinação dos componentes eletrônicos começou a ser confirmada quando ao menos uma das placas de vídeo furtadas acabou identificada em um anúncio de venda publicado na internet.
Em pronunciamento realizado no dia 22 de outubro, o presidente da Oderço, Oderço Matos, destacou o rastreamento das peças: "Uma informação importante sobre essas placas que sumiram. O número de série de todas elas fo". O inquérito policial segue em andamento para localizar o restante do lote e identificar todos os participantes da fraude.
Perguntas frequentes
›Qual é a carga furtada e qual o valor estimado?
A carga é composta por dois pallets de placas de vídeo modelo RTX 5090 da marca Zotac, importadas dos Estados Unidos e avaliadas em R$ 2,5 milhões.
›Onde aconteceu o furto?
O crime aconteceu no terminal de cargas do Aeroporto Internacional de São Paulo, no município de Guarulhos (SP).
›Como os suspeitos conseguiram retirar o material do aeroporto?
O motorista utilizou documento falso e um caminhão com placas clonadas, além de trocar etiquetas de identificação e códigos de barras para driblar o escaneamento na portaria.
›Alguém já foi preso pelo crime?
Sim. O motorista do caminhão foi preso pela Polícia Civil e confessou a autoria, enquanto funcionários do terminal de cargas continuam sob investigação.







