Governo federal reforça investigações sobre violência política após segundo turno
Paraná está entre os estados com maior número de ocorrências registradas após as eleições presidenciais, segundo dados oficiais.

Os fatos
- Quem
- Governo federal, representado pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, e pelo secretário-executivo do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Ademar Borges
- O quê
- Anúncio do reforço nas investigações de casos de violência política ocorridos após o segundo turno das eleições presidenciais
- Quando
- 28 de outubro de 2026 (ocorrências registradas entre 24 e 25 de outubro de 2026)
- Onde
- Brasília
- Por quê
- Registro de 45 episódios de violência com 47 vítimas (incluindo 10 homicídios) atribuídos à intolerância política após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva contra Flávio Bolsonaro
- Como
- Por meio da abertura de inquéritos pela Polícia Federal, envio de denúncias à Procuradoria-Geral da República (PGR), acionamento de corregedorias policiais e Ministérios Públicos estaduais, além da exigência de remoção de conteúdos ilegais por plataformas digitais
O governo federal anunciou, nesta quarta-feira (28), em Brasília, o reforço nas investigações de casos de violência política ocorridos após o segundo turno das eleições presidenciais.
A mobilização decorre do registro de 45 episódios de violência com 47 vítimas atribuídos à intolerância política após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva contra Flávio Bolsonaro nas eleições, ocorridos entre 24 e 25 de outubro. Entre os casos notificados em território nacional, constam 10 vítimas fatais.
O Paraná figura entre os estados líderes em número de ocorrências, ao lado de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Santa Catarina. Diante desse cenário de concentração de casos no estado e em outras unidades federativas, a estratégia federal prevê a abertura de inquéritos pela Polícia Federal (PF), o envio de representações à Procuradoria-Geral da República (PGR) e o acionamento de corregedorias policiais e dos Ministérios Públicos estaduais.
Além das frentes de inquérito judiciário e policial, a medida cobra a exigência de remoção de conteúdos ilegais por plataformas digitais para conter a circulação de ameaças.
Segundo o secretário-executivo do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Ademar Borges, as apurações abrangem diferentes tipificações penais. "Alguns são crimes eleitorais e alguns envolvem violência política de gênero, que serão investigados pela PF. Já há dezenas de inquéritos instaurados e estamos apurando todas as denúncias. Há casos que envolvem racismo, violência comum, casos de homicídio, violência física, lesão corporal", declarou.
O detalhamento dos dados apurados aponta que as agressões físicas, espancamentos e esfaqueamentos somaram 14 vítimas no período analisado. Houve também o registro de sete vítimas de atropelamentos intencionais e seis vítimas decorrentes de abusos de autoridade e violência policial.
O balanço contabilizou ainda cinco vítimas de disparos e atentados com armas de fogo, além de cinco vítimas de violência e coação dirigidas contra indígenas, grupo no qual foram registradas três mortes. O anúncio oficial das medidas foi conduzido conjuntamente por Ademar Borges e pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos.
Perguntas frequentes
›Qual foi a medida anunciada pelo governo federal?
O governo federal reforçou as investigações de atos de violência política ocorridos após o segundo turno, por meio de inquéritos da Polícia Federal, encaminhamentos à PGR e acionamento de órgãos estaduais.
›Qual a situação do Paraná em relação aos casos registrados?
O Paraná aparece entre os estados com maior número de ocorrências de violência política no período, integrando a lista ao lado de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Santa Catarina.
›Quantas ocorrências e vítimas foram contabilizadas?
Foram contabilizados 45 episódios de violência com 47 vítimas em todo o país, incluindo 10 mortes confirmadas entre 24 e 25 de outubro de 2026.
›Quais tipos de violência foram identificados no levantamento?
O levantamento registrou agressões físicas, esfaqueamentos, atropelamentos intencionais, violência policial, disparos de arma de fogo e coação contra indígenas.







