Polícia Científica do Paraná instala equipamento de RMN para identificar drogas
Com investimento de R$ 2 milhões via Lotopar, órgão estadual é o primeiro do Brasil a adotar espectrômetro de Ressonância Magnética Nuclear.

Os fatos
- Quem
- Polícia Científica do Paraná (PCIPR)
- O quê
- Instalação de um espectrômetro de Ressonância Magnética Nuclear (RMN) para identificação de drogas, medicamentos e produtos adulterados ou falsificados
- Onde
- Paraná
- Por quê
- Para ampliar o escopo de exames periciais, caracterizar substâncias químicas com base na estrutura molecular e fortalecer a produção de provas técnico-científicas em procedimentos criminais
- Como
- Por meio da aquisição do equipamento modelo Bruker Fourier 80, com investimento de aproximadamente R$ 2 milhões repassados pela Lotopar
A Polícia Científica do Paraná (PCIPR) instalou um espectrômetro de Ressonância Magnética Nuclear (RMN) para identificar drogas, medicamentos e produtos adulterados ou falsificados no estado.
A aquisição do equipamento, do modelo Bruker Fourier 80, ocorreu por meio de um investimento de aproximadamente R$ 2 milhões repassados pela Loteria do Estado do Paraná (Lotopar). O objetivo da medida é ampliar o escopo dos exames periciais, viabilizar a caracterização de compostos químicos com base na estrutura molecular e dar suporte técnico-científico a procedimentos criminais.
Com essa iniciativa, a PCIPR tornou-se a primeira Polícia Científica estadual do Brasil a adotar a tecnologia de RMN em suas rotinas de investigação forense.
O diretor-geral da PCIPR, Ciro Pimenta, afirmou que a nova tecnologia qualifica a apuração de infrações no estado: "Amplia o escopo de exames periciais e oferece novas possibilidades para a identificação e a caracterização de substâncias. Fortalecemos a produção de provas técnico-científicas e ampliamos o suporte aos procedimentos criminais, contribuindo para que as autoridades tenham informações qualificadas para a correta elucidação dos casos".
No laboratório, o aparelho opera integrado à rotina analítica já existente. "Ele pode ser utilizado na identificação de drogas, medicamentos, solventes e substâncias desconhecidas, além de ajudar na análise de misturas. É uma ferramenta que complementa os equipamentos já existentes no laboratório e amplia nossas possibilidades de investigação, permitindo análises mais completas e resultados mais confiáveis", explicou Gabriela de Moraes Pinto, chefe da Química Forense da PCIPR.
A integração científica foi destacada por Caroline Da Ros, coordenadora-geral do NAPI Segurança Pública e Ciências Forenses e diretora do Setor de Ciências Exatas da Universidade Federal do Paraná (UFPR). "Além de ampliar significativamente as possibilidades de aplicação da Ressonância Magnética Nuclear em análises periciais, a iniciativa demonstra o pioneirismo da Polícia Científica do Paraná e sua visão estratégica de futuro, ao investir em tecnologias inovadoras e em um modelo de atuação colaborativa", declarou.
Caroline Da Ros acrescentou ainda o impacto da ferramenta para o setor forense paranaense. "É uma conquista que vai muito além da aquisição de um equipamento: é um avanço na consolidação de uma ciência forense moderna, integrada e conectada aos melhores padrões internacionais", concluiu.
Perguntas frequentes
›Qual equipamento foi adquirido pela Polícia Científica do Paraná?
Foi adquirido um espectrômetro de Ressonância Magnética Nuclear (RMN), no modelo Bruker Fourier 80.
›Qual foi o valor investido e de onde vieram os recursos?
O investimento foi de aproximadamente R$ 2 milhões, custeado com repasses da Loteria do Estado do Paraná (Lotopar).
›Para que serve o novo aparelho pericial?
O equipamento atua na identificação e caracterização molecular de drogas, medicamentos, solventes, substâncias desconhecidas e produtos adulterados ou falsificados.
›Outro estado brasileiro já usa essa tecnologia em polícia científica estadual?
Não. O Paraná é o primeiro estado do Brasil cuja Polícia Científica estadual utiliza a tecnologia de Ressonância Magnética Nuclear.







