Novo contraste à base de ferro detecta e trata fibrose cardíaca em ressonância
Desenvolvido na Espanha, composto usa nanotecnologia como alternativa ao gadolínio para frear o avanço da doença sem escurecer exames.

Os fatos
- Quem
- Grupo de pesquisadores liderado pela professora Aitziber L. Cortajarena, do CIC biomaGUNE
- O quê
- Desenvolvimento de um contraste para ressonância magnética à base de ferro capaz de diagnosticar e tratar a fibrose cardíaca simultaneamente
- Quando
- 29/10/26 08h17
- Onde
- Espanha
- Por quê
- Para oferecer uma alternativa mais segura ao gadolínio e com capacidade de frear o avanço da fibrose cardíaca, superando a limitação dos contrastes de ferro antigos que escureciam a imagem
- Como
- Por meio do encapsulamento de aglomerados de átomos de ferro em uma proteína desenvolvida sob medida, testados em tecido cardíaco humano gerado por engenharia de tecidos 3D em laboratório
Pesquisadores do centro CIC biomaGUNE desenvolveram na Espanha, em 29 de outubro, um contraste à base de ferro para ressonância magnética capaz de diagnosticar e tratar a fibrose cardíaca simultaneamente.
O método busca oferecer uma alternativa mais segura ao uso de compostos tradicionais com gadolínio, além de frear o avanço da fibrose no coração. O avanço também supera uma barreira técnica de contrastes de ferro antigos, que costumavam escurecer excessivamente a imagem durante os exames.
A tecnologia funciona por meio do encapsulamento de aglomerados de átomos de ferro em uma proteína desenvolvida sob medida pelos cientistas. Cada aglomerado apresenta um diâmetro de cerca de 1,4 nanômetro, dimensão aproximadamente 50 mil vezes mais fina do que um fio de cabelo humano.
A eficácia do material foi verificada em testes com tecido cardíaco humano gerado por engenharia de tecidos tridimensional em laboratório. O grupo de pesquisa responsável pelo projeto foi liderado pela professora Aitziber L. Cortajarena.
Perguntas frequentes
›Qual é a principal função do novo contraste para ressonância?
O composto à base de ferro foi desenvolvido para diagnosticar e tratar a fibrose cardíaca simultaneamente em exames de ressonância magnética.
›Por que o novo composto substitui formulações anteriores?
Ele oferece uma opção mais segura em comparação ao gadolínio, freia o avanço da fibrose cardíaca e evita o escurecimento de imagem causado por contrastes de ferro antigos.
›Como o composto foi produzido e testado?
A equipe encapsulou aglomerados de ferro de cerca de 1,4 nanômetro em uma proteína sob medida e realizou os testes em tecido cardíaco humano gerado por engenharia 3D em laboratório.







