Nove cidades do Paraná passam a ofertar teste molecular de DNA-HPV pelo SUS
Exame detecta infecções antes do surgimento de lesões de colo do útero; rede inclui Curitiba, Região Metropolitana e dois municípios do Litoral.

Os fatos
- Quem
- Ministério da Saúde e Sistema Único de Saúde (SUS)
- O quê
- Disponibilização do teste molecular DNA-HPV para detecção precoce de infecções associadas ao câncer do colo do útero pelo SUS
- Quando
- 2026
- Onde
- Paraná (9 municípios, sendo 2 no Litoral)
- Por quê
- Identificar a presença do papilomavírus humano (HPV), incluindo tipos 16 e 18, antes do surgimento de lesões, permitindo ampliar para cinco anos o intervalo até a próxima coleta em caso de resultado negativo e agilizar a liberação dos resultados
- Como
- Por meio de coleta realizada por profissionais de saúde nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) ou por autocoleta orientada, com kits produzidos pelo Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP/Fiocruz)
O Ministério da Saúde e o Sistema Único de Saúde (SUS) disponibilizam em 2026 o teste molecular DNA-HPV em nove municípios do Paraná para detecção precoce de infecções associadas ao câncer do colo do útero.
A tecnologia visa identificar a presença do papilomavírus humano, incluindo os subtipos 16 e 18, antes mesmo do aparecimento de alterações celulares. Em casos de diagnóstico negativo, o protocolo possibilita estender o intervalo de espera até a próxima coleta para cinco anos, além de acelerar a entrega dos laudos à população.
O procedimento é efetuado por equipes de atenção básica nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) ou por autocoleta orientada pelo serviço de saúde. O material utilizado nos exames é fabricado no estado pelo Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP/Fiocruz).
No território paranaense, o rastreamento com a nova metodologia alcança Araucária, Bocaiúva do Sul, Colombo, Curitiba, Pinhais, Rio Branco do Sul e São José dos Pinhais, além de Matinhos e Paranaguá no Litoral do estado.
Em escala nacional, a iniciativa já abrange 26 unidades da Federação. O levantamento oficial aponta que 153 mil amostras foram coletadas entre 2025 e 2026 em todo o país, das quais 93 mil já passaram por processamento em 2026. Desse total analisado no período recente, 9.904 exames resultaram em diagnóstico positivo para cepas virais de alto risco.
A estratégia de diagnóstico atua em conjunto com os índices de imunização e vigilância oncológica. O Instituto Nacional de Câncer (Inca) projeta uma incidência de 19,3 mil novos casos anuais de câncer do colo do útero no Brasil para o triênio 2026-2028. Já os dados de prevenção primária registraram, em 2025, coberturas vacinais contra o HPV de 87% entre meninas e de 74% no público masculino.
Perguntas frequentes
›Quais municípios do Paraná contam com o teste de DNA-HPV pelo SUS?
O exame está disponível em nove cidades paranaenses: Curitiba, Araucária, Bocaiúva do Sul, Colombo, Pinhais, Rio Branco do Sul e São José dos Pinhais, além de Matinhos e Paranaguá no Litoral.
›Como é feito o teste molecular no SUS?
O procedimento ocorre nas Unidades Básicas de Saúde por meio de coleta feita por profissionais ou por autocoleta orientada, utilizando insumos fornecidos pelo IBMP/Fiocruz.
›O que acontece se o resultado do teste for negativo?
Com o resultado negativo para o papilomavírus humano, o intervalo para a realização do próximo exame de rastreamento é ampliado para cinco anos.







