Especialista orienta limites para uso de telas no desenvolvimento infantil
Diretrizes incluem regras de tempo por faixa etária, zonas livres de aparelhos e alternativas de lazer para reorganizar a rotina de crianças.
Os fatos
- Quem
- Mariana Cristina de Oliveira (psicopedagoga do Colégio Integrado de Campo Mourão) e Ray Nowasco (mãe de aluno)
- O quê
- Especialista alerta para os impactos do excesso de telas no desenvolvimento infantil e apresenta estratégias para reorganizar a rotina e mediar o uso de dispositivos eletrônicos
- Quando
- 2026-11-03
- Onde
- Campo Mourão (PR)
- Por quê
- O crescimento cognitivo, emocional, motor e social exige interações reais, e o uso excessivo de telas prejudica o desenvolvimento integral, a saúde física e mental, a autorregulação emocional e as interações sociais
- Como
- Por meio do estabelecimento de limites de tempo recomendados pela SBP, adoção de regras e zonas livres de telas, registro de combinados familiares, gerenciamento de tempo, oferta de alternativas de lazer e exemplo dos adultos, além de métodos práticos como quadros de rotina com recompensas
A psicopedagoga Mariana Cristina de Oliveira alertou, nesta terça-feira (3), em Campo Mourão, sobre os prejuízos do excesso de telas no desenvolvimento infantil.
A advertência decorre da necessidade de interações reais para o crescimento cognitivo, emocional, motor e social das crianças. Segundo a especialista do Colégio Integrado de Campo Mourão, o tempo desmedido em frente aos aparelhos prejudica o desenvolvimento integral, a saúde física e mental, o controle emocional e a socialização.
Para conter esses impactos, as orientações tomam como base as referências da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). A entidade preconiza tempo zero de tela para bebês e crianças com menos de 2 anos. Para a faixa de 2 a 5 anos, o limite recomendado é de até uma hora por dia, enquanto crianças de 6 a 10 anos devem utilizar aparelhos por no máximo duas horas diárias.
“O grande desafio das famílias é ensinar o consumo equilibrado. A chave está em estabelecer combinados claros e garantir que a tecnologia não substitua vivências fundamentais para o desenvolvimento infantil”, afirmou Mariana Cristina de Oliveira.
A reorganização do cotidiano envolve o gerenciamento de tempo, a definição de zonas livres de telas pela casa, o registro de regras familiares e a oferta de lazer alternativo. O método inclui também a aplicação de quadros de rotina com recompensas e a postura dos adultos como modelo, caminho adotado por Ray Nowasco na condução do dia a dia de Mateus, de 6 anos.
A especialista reforça que a tecnologia não pode ocupar o espaço das vivências práticas. “O equilíbrio não está apenas em controlar os horários, mas em garantir que a tela não ocupe o lugar das experiências essenciais”, ressaltou a psicopedagoga.
Perguntas frequentes
›Qual o limite diário de telas recomendado para cada faixa etária?
Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, menores de 2 anos devem ter tempo zero de tela, crianças de 2 a 5 anos podem ter até uma hora diária, e aquelas de 6 a 10 anos devem utilizar no máximo duas horas por dia.
›Quais áreas do desenvolvimento infantil são afetadas pelo uso excessivo de telas?
O excesso de exposição prejudica o desenvolvimento integral, afetando a saúde física e mental, o crescimento cognitivo, motor e social, além da autorregulação emocional da criança.
›Quais estratégias práticas podem ser adotadas pelas famílias?
A orientação inclui estabelecer combinados familiares registrados, criar zonas livres de telas, usar quadros de rotina com recompensas, oferecer alternativas de lazer e dar o exemplo no comportamento dos adultos.







