Startups apresentam projetos a investidora do Shark Tank Brasil
Banca do Programa Trilhar reuniu 17 negócios inovadores para avaliação de mercado e conexão com fontes de investimento privado.

Os fatos
- Quem
- A empresária e investidora-anjo Claudia Rosa (shark convidada do programa Shark Tank Brasil), com participação do Sebrae/PR, Agência de Inovação e Desenvolvimento de Ponta Grossa e 17 startups
- O quê
- Investidora do Shark Tank Brasil participa de banca de avaliação de startups no Programa Trilhar e destaca o potencial do Paraná para atrair investimentos e ampliar o número de unicórnios
- Quando
- Sábado (24)
- Onde
- Ponta Grossa, região dos Campos Gerais, Paraná
- Por quê
- Avaliar negócios inovadores, orientar empreendedores sobre os critérios adotados por investidores na escolha de negócios com potencial de crescimento e aproximar projetos de fontes de financiamento
- Como
- Por meio de bancas de avaliação de 17 startups participantes do Programa Trilhar (dividido nas trilhas Expresso Startup e Plataforma Startup), iniciativa da Agência de Inovação e Desenvolvimento com execução do Sebrae/PR
A empresária Claudia Rosa, investidora-anjo e participante do programa Shark Tank Brasil, avaliou 17 startups no sábado (24), em Ponta Grossa, nos Campos Gerais.
A atividade integrou a banca examinadora do Programa Trilhar, desenvolvido pela Agência de Inovação e Desenvolvimento local com execução do Sebrae/PR. O objetivo central foi analisar soluções inovadoras, orientar empreendedores sobre os parâmetros adotados pelo mercado de capital de risco e aproximar as iniciativas de potenciais fontes de financiamento.
As empresas avaliadas integram as etapas Expresso Startup e Plataforma Startup, que compõem a grade do programa. Durante as apresentações, a investidora apontou a relevância do ambiente produtivo paranaense para a formação de novos negócios de base tecnológica e expansão de mercado.
"O Brasil tem potencial gigantesco de crescimento nesse ecossistema de inovação e startups. Estados como o Paraná têm uma preocupação e uma agenda propositiva para alavancar o empreendedorismo e potencial para que o estado passe de três para 10 unicórnios, nos próximos anos. Acredito que o Paraná terá um destaque especial. Acho isso fantástico", afirmou Claudia Rosa.
O movimento local ocorre em um cenário de expansão dos aportes privados no país. Em 2025, os investimentos-anjo no Brasil totalizaram R$ 919 milhões, montante que representou uma alta de 4,2% na comparação anual. No Paraná, a base empresarial registrou 2.032.426 empresas ativas até setembro. Entre janeiro e setembro de 2026, foram abertas 317.127 novas empresas no estado, gerando um saldo positivo de 148.200 negócios formalizados — avanço de 23,8% no saldo do período.
Segundo a consultora do Sebrae/PR Thaíse Amaral, as bancas funcionam como etapa preparatória de validação comercial. "O Sebrae/PR também promove oportunidades de aproximação, como arenas de pitch e encontros com o mercado. O objetivo é fomentar a criação de startups, aumentar a maturidade e preparar o empreendedor para identificar a melhor fonte de capital, apresentar seu negócio e negociar com mais segurança, sem prometer o investimento, que depende da avaliação e da decisão dos investidores", explicou.
Na orientação direta aos empreendedores, Claudia Rosa detalhou os fatores determinantes para a atração de capital de risco. A dedicação exclusiva e o domínio de mercado figuram entre as primeiras exigências avaliadas pelas bancas.
"Os investidores também costumam analisar se o founder é engajado e se está 100% inserido na operação. Ter a certeza de que ele mapeou o mercado e compreende a concorrência também são aspectos relevantes no momento que um investidor decide apostar em uma determinada ideia", ressaltou a investidora.
Por fim, a especialista reforçou a necessidade de posicionamento constante dos fundadores nos ambientes de inovação para consolidar parcerias e assegurar tração comercial.
"O mais importante é que o founder seja visto, participe de eventos e destaque-se nesse ecossistema. Boas conexões aliadas a um plano de negócios bem estruturado e estratégico, possibilidade de crescimento e coragem são elementos propícios para que sejam notados por aqueles que podem investir", concluiu Claudia Rosa.
Perguntas frequentes
›Quantas startups participaram da banca de avaliação?
Ao todo, 17 startups participantes do Programa Trilhar foram avaliadas durante as atividades.
›Quem promoveu a avaliação com a investidora-anjo?
A ação faz parte do Programa Trilhar, uma iniciativa da Agência de Inovação e Desenvolvimento com execução do Sebrae/PR.
›O que os investidores mais avaliam em um projeto de startup?
Segundo a investidora Claudia Rosa, pesam na decisão o engajamento integral do fundador na operação, o mapeamento de mercado, o domínio sobre a concorrência e um plano de negócios estruturado com foco em escala.
›Qual foi o volume de investimento-anjo no Brasil em 2025?
O investimento-anjo nacional alcançou R$ 919 milhões em 2025, o que representou um crescimento de 4,2%.







